"What Is This Thing Called Love?" é uma canção bastante popular escrita por Cole Porter, em 1929, para o musical Wake Up and Dream.
A primeira interpretação da canção foi feita por Elsie Carlisle em Março desse ano. A cançao tornou-se depressa um standard do jazz bastante popular e uma das composições mais tocadas de Porter.
É uma canção tocada, normalmente, num ritmo rápido, e talvez a versão que mais se destaca seja a de Clifford Brown e Max Roach, com Sonny Rollins, em A Basin Street.
No entanto, Sarah Vaughan oferece a versão vocal definitiva em Finest Hour, que mostra não só toda a melodia, mas também a sua capacidade pessoal para a improvisação.
Foi uma musica que tambem fez sucesso na voz de Frank Sinatra, que juntamente com o clarinetista Nelson Riddle criou uma assombrosa versão da musica.
Charlie Parker, nas jam sessions gravadas em Hollywod (The Legendary Jam Sessions), consegue também uma versão bastante inspirada, e que iria revisitar com regularidade.
Outras versões, muito boas, e que merecem um apontamento, são as de JJ Johnson, Trombone Master de 1957, Bill Evans em Portrait in Jazz de 1959, Art Tatum e Lionel Hampton em The Tatum Group Masterpieces, Vol.3, ou a mais recente do album de 2003, Standard of Language, do saxofonista Kenny Garrett.
"...jazz é como um estilo que pode ser aplicado a qualquer tipo de canção." Jelly Roll Morton
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quarta-feira, 28 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Cinco gravações notáveis no Village Vanguard
Para os musicos de jazz tocar no Village Vanguard é qualquer coisa de especial, para gravar existe um rito de passagem. Alguns conseguiram: cinco performances que fazem parte da história do Jazz.
Em 1957, Sonny Rollins estava no inicio do seu pico criativo, era já um improvisador magistral capaz de transmitir toda a sua musica com o máximo de virtuosismo. As gravações no Vanguard nascem num período que lhe é bastante favorável, numa altura em que encontrou o máximo de de liberdade num trio reduzido ao essencial do tenor, baixo e bateria, e os multiplos takes atestam essa fluente parceria.
O disco 1 é realçado por dois takes de "A Night in Tunisia", o primeiro gravado numa matiné com o baixista Donald Bailey e o baterista Pete Laroca, a segunda versão, mais rápida, no desempenho da noite com os seus acompanhantes regulares, o baixista Wilbur Ware e o baterista Elvin Jones. O segundo CD continua a performance atingida durante a noite com Ware e Jones. É um trio excepcionalmente talentoso, em que cada músico parece inventar novas maneiras de swingar, sem uma nota ou uma oportunidade musical desperdiçada. Rollins e Ware revelam a sua relação com Thelonious Monk na capacidade de arrastar a musica para fora das complexas inflexões rítmicas. É especialmente evidente na segunda versão de "Softly As In A Morning Sunrise". Neste contexto, Jones tem uma oportunidade de mostrar o quão melódico baterista era. As duas versões de "Get Happy" demonstram a capacidade de Rollins para fazer música complexa e inteligente do material mais banal, enquanto "What is This Thing Called Love" é um tour de force inventivo e segurado pelo grupo.
Coltrane tinha recentemente assinado pelo selo Impulse, quando o produtor Bob Thiele decidiu montar os equipamentos de gravação no Village Vanguard, em novembro de 1961. Foi um período crucial no desenvolvimento artístico de Coltrane, que não era estranho á controvérsia, mas a controvérsia que esta música extremamente radical despertou entre o público de jazz, foi um autêntico choque. Os críticos, incluindo aqueles que um ou dois anos antes haviam defendido Giant Steps e My Favorite Things, agora ridicularizavam a música como anti-jazz ou pior. Por certo esta é uma das fases mais desafiadoras do Coltrane pré-1965, mas é também uma musica cheia de incrível invenção e alegria, que todos os fãs de jazz de mente aberta devem tentar apreender. Há mais de quatro horas de música aqui, com várias versões que estão entre as maiores gravações da carreira de Coltrane.
Esta gravação ao vivo pelo Bill Evans Trio no Village Vanguard em 25 de junho de 1961, marcou o fim de uma das combinações instrumentais mais sublimes da história do jazz quando o baixista Scott LaFaro morreu num acidente de carro 10 dias depois. É uma gravação que teve parto difícil porque Evans, um perfeccionista notório, estava relutante em registrar. O intercâmbio entre Evans no piano, LaFaro no baixo e Paul Motian na bateria é de recordar pela sua beleza emocional e precisão técnica. Os múltiplos takes de "Gloria's Step," "Alice in Wonderland," "All of You," e "Jade Visions" mostram a invenção que estes musicos trouxeram a cada performance fazendo com que cada repetição do material musical pareça um movimento de uma suite.
Estas são as primeiras gravações ao vivo de Art Pepper. E são essenciais na colecção de qualquer fã de jazz. Hoje em dia não existe um sax alto com o fogo e a paixão de Art Pepper, e estas gravações exemplificam isso, que era um musico incrivel e com um técnica muito pessoal. Comparações com Sonny Stitt, Sonny Criss, Phil Woods e Cannonball são inuteis. Todos eles seguiram "Bird" e descobriram o seu próprio som. Nestes registos encontramos Pepper numa atmosfera relaxante com uma grande secção rítmica permitindo-lhe liberdade total de improvização: George Cables, George Mraz and Elvin Jones. Pouco antes de morrer, afirmou que era o melhor saxofonista vivo - talvez fosse. Como Bird uma vez disse "If you don't live it, it won't come out of your horn." Certamente que Art Pepper o fez.
Um álbum de jazz de referência, apresentando uma das grandes bandas top de todos os tempos. Composto pela fina nata dos músicos de jazz de Nova York, banda de Thad Jones/Mel Lewis contou com a escrita inspirada de Jones e a condução, swinging-like-hell da bateria de Lewis. O repertório era limitado, a maioria destas seleções podem ser encontradas noutros álbuns, nomeadamente nos The Village Vanguard Live Sessions #3 e no Potpourri. Musica de muita classe, e com um swing que não deixa ninguém indiferente.
Coltrane tinha recentemente assinado pelo selo Impulse, quando o produtor Bob Thiele decidiu montar os equipamentos de gravação no Village Vanguard, em novembro de 1961. Foi um período crucial no desenvolvimento artístico de Coltrane, que não era estranho á controvérsia, mas a controvérsia que esta música extremamente radical despertou entre o público de jazz, foi um autêntico choque. Os críticos, incluindo aqueles que um ou dois anos antes haviam defendido Giant Steps e My Favorite Things, agora ridicularizavam a música como anti-jazz ou pior. Por certo esta é uma das fases mais desafiadoras do Coltrane pré-1965, mas é também uma musica cheia de incrível invenção e alegria, que todos os fãs de jazz de mente aberta devem tentar apreender. Há mais de quatro horas de música aqui, com várias versões que estão entre as maiores gravações da carreira de Coltrane.
Estas são as primeiras gravações ao vivo de Art Pepper. E são essenciais na colecção de qualquer fã de jazz. Hoje em dia não existe um sax alto com o fogo e a paixão de Art Pepper, e estas gravações exemplificam isso, que era um musico incrivel e com um técnica muito pessoal. Comparações com Sonny Stitt, Sonny Criss, Phil Woods e Cannonball são inuteis. Todos eles seguiram "Bird" e descobriram o seu próprio som. Nestes registos encontramos Pepper numa atmosfera relaxante com uma grande secção rítmica permitindo-lhe liberdade total de improvização: George Cables, George Mraz and Elvin Jones. Pouco antes de morrer, afirmou que era o melhor saxofonista vivo - talvez fosse. Como Bird uma vez disse "If you don't live it, it won't come out of your horn." Certamente que Art Pepper o fez.
Um álbum de jazz de referência, apresentando uma das grandes bandas top de todos os tempos. Composto pela fina nata dos músicos de jazz de Nova York, banda de Thad Jones/Mel Lewis contou com a escrita inspirada de Jones e a condução, swinging-like-hell da bateria de Lewis. O repertório era limitado, a maioria destas seleções podem ser encontradas noutros álbuns, nomeadamente nos The Village Vanguard Live Sessions #3 e no Potpourri. Musica de muita classe, e com um swing que não deixa ninguém indiferente.
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