O mais famoso músico de jazz desde 1980, Wynton Marsalis tem tido um grande impacto desde que começou a sua carreira.
No início dos anos 80, era notícia importante quando um jovem e muito talentoso músico negro escolhesse, para ganhar a vida, tocar jazz acústico, em vez de fusão, funk, ou R&B. A chegada de Marsalis na cena musical começou com o movimento "Young Lions" e resultou que as grandes gravadoras (a maioria das quais não tinha mostrado qualquer interesse pelo jazz na década anterior), de repente, começassem a assinar e a promover novos músicos. Havia uma grande escassez de novos trompetistas desde 1970, e o aparecimento de Marsalis inspirou toda uma safra de novos tocadores de sopros.
Durante a sua carreira, Marsalis conseguiu ser uma figura controversa apesar de todas as suas óbvias habilidades. Seu conhecimento selectivo da história do jazz (considerando o avant garde pós-1965, um estilo fora do género e o fusion da década de 70, estéril), é, infelizmente, influenciado pelas crenças algo exóticas de Stanley Crouch, e devido ás suas politicas como director musical do Lincoln Center Jazz Orchestra, levou a acusações exageradas de elitismo e racismo pelos jornalistas locais da especialidade.
No entanto, Wynton Marsalis tem equilibrado todas essas críticas com o trabalho inspirador que tem feito com jovens músicos, muitos dos quais introduziu na cena jazzistica, como Roy Hargrove.
Quando chegou ao conhecimento do publico com os Jazz Messengers, Marsalis era originalmente inspirado por Freddie Hubard. No entanto, à medida que foi criando e liderando os seus próprios grupos, o som de Marsalis aparece cada vez mais perto do estilo de Miles Davis, da técnica virtuosa de Miles Davis. Foi tão elogiado pela imprensa desse tempo (que chegou a dizer que o futuro do jazz estava encontrado), que eram inevitáveis os efeitos colaterais.
Declarações, por vezes imprecisas, sobre o jazz da década de 70 e o avant garde em geral, fizeram despoletar inimizades entre os observadores, e o seu som bastante derivado de Davis, na altura, fizeram com que o seu nome aparecesse com um asterisco, aquando da avaliação do seu talento. Alguns ouvintes tiraram impressões de Marsalis como imitador de Davis, mas não levaram em conta que ele estava melhorando e desenvolvendo.
Com álbum de 1990, Tune in Tomorrow, Marsalis soou finalmente a ele próprio. Encontrou a sua própria voz, explorando estilos antigos de jazz (tocando mais próximo de Louis Armstrong), dominando o wah-wah mudo e estudando Duke Ellington. Desse momento em diante, mesmo quando toca standards de Miles davis, Marsalis tem o seu próprio som, e finalmente tomou o seu lugar como um dos grandes nomes do jazz.
É hoje considerado um dos maiores virtuosos do trompete de todos os tempos, e o seu profundo respeito e divulgação das tradições musicais valeram-lhe o estatuto de "embaixador da musica americana".
"...jazz é como um estilo que pode ser aplicado a qualquer tipo de canção." Jelly Roll Morton
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segunda-feira, 12 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
Standards do Jazz: AUTUMN LEAVES (LES FEUILLES MORTES)
É uma das canções mais tocadas no Jazz.
Originalmente, uma canção francesa de 1945, com música de Joseph Kosma numa poesia de Jacques Prévert, é uma das musicas mais apreciadas por músicos iniciados, muito devido à sua progressão de acordes típica do jazz.
Foi o cantor françês Yves Montand o primeiro a tornar reconhecida a composição no filme de 1946, Les Portes De La Nuit, um drama sombrio na Paris pós-Segunda Guerra Mundial. Embora o filme tenha sido um desastre comercial, saiu-se muito melhor anos mais tarde quando foi lançado nos Estados Unidos sob o nome de Gates of the Night.
Foi uma melodia que levou alguns anos a pegar, mas em 1957 teve, de rompante, três gravações excelentes, e logo pelos grande "monstros" do jazz: Coleman Hawkins , Dizzy Gillespie e Duke Ellington. Mas no meio jazzistico talvez a versão mais conhecida, e que mais tem inspirado as várias gerações de músicos, seja a de Cannonball Adderley no álbum de 1958, Something Else . Os arranjos, geralmente, creditados a Miles Davis, que tem aqui um solo de trompete fabuloso, são hoje co-atribuídos a Ahmad Jamal.
No ano seguinte Bill Evans, fez uma versão com um dos seus fabulosos trios, neste caso com o baixista Scott LaFaro e com Paul Motian na bateria. Incluida no álbum Portrait in Jazz, é uma musica essencial para perceber a interacção existente entre os três músicos. Outras gravações excelentes e importantes na historia do Jazz são tambem as de Sarah Vaughan no álbum Crazy and Mixed Up, onde a diva demonstra que não perdeu nenhuma das suas qualidades de fazer scat; a do trio de Bobby Timmons, com o baixista Ron Carter e o baterista Albert “Tootie” Heath, uma versão muito "bluesy", evidenciada no álbum de 1961, The Bobby Timmons Trio in Person: Recorded Live at the Village Vanguard; a versão de Wynton Marsalis em 1986, onde é digno de registar as inovações ritmicas, principalmente da bateria de Jeff “Tain” Watts; e a versão fascinante da cantora-compositora Patricia Barber, remodelação quase total da musica.
Foi o cantor françês Yves Montand o primeiro a tornar reconhecida a composição no filme de 1946, Les Portes De La Nuit, um drama sombrio na Paris pós-Segunda Guerra Mundial. Embora o filme tenha sido um desastre comercial, saiu-se muito melhor anos mais tarde quando foi lançado nos Estados Unidos sob o nome de Gates of the Night.
Foi uma melodia que levou alguns anos a pegar, mas em 1957 teve, de rompante, três gravações excelentes, e logo pelos grande "monstros" do jazz: Coleman Hawkins , Dizzy Gillespie e Duke Ellington. Mas no meio jazzistico talvez a versão mais conhecida, e que mais tem inspirado as várias gerações de músicos, seja a de Cannonball Adderley no álbum de 1958, Something Else . Os arranjos, geralmente, creditados a Miles Davis, que tem aqui um solo de trompete fabuloso, são hoje co-atribuídos a Ahmad Jamal.
No ano seguinte Bill Evans, fez uma versão com um dos seus fabulosos trios, neste caso com o baixista Scott LaFaro e com Paul Motian na bateria. Incluida no álbum Portrait in Jazz, é uma musica essencial para perceber a interacção existente entre os três músicos. Outras gravações excelentes e importantes na historia do Jazz são tambem as de Sarah Vaughan no álbum Crazy and Mixed Up, onde a diva demonstra que não perdeu nenhuma das suas qualidades de fazer scat; a do trio de Bobby Timmons, com o baixista Ron Carter e o baterista Albert “Tootie” Heath, uma versão muito "bluesy", evidenciada no álbum de 1961, The Bobby Timmons Trio in Person: Recorded Live at the Village Vanguard; a versão de Wynton Marsalis em 1986, onde é digno de registar as inovações ritmicas, principalmente da bateria de Jeff “Tain” Watts; e a versão fascinante da cantora-compositora Patricia Barber, remodelação quase total da musica.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Os magos do trompete clássico.
O trompete foi com o piano o primeiro grande instrumento do jazz, já que o saxofone só nos fins dos anos 20, princípios dos 30 se tornou notado.
O trompetista que mais documentação nos deixou dos primórdios do jazz foi King Oliver, o "rei" do New Orleans, com uma sonoridade brilhante, construía melodias sobre ritmos sincopados e frases de inolvidável imaginação. Construiu as raízes dessa estética que se formava então.
Depois Louis Armstrong, a figura mais carismática de todo o jazz, não só pela sua polivalência (cinema, shows, TV), mas porque "The Satchmo" impôs-se como o maior trompetista de sempre, e com Duke Ellington e Miles Davis, foi o maior expoente de todo o jazz. Todo o trompetista terá de observar Armstrong como numa religião se cumprem os sacramentos religiosos.
Sidney Bechet celebrizou-se no contexto das improvisações colectivas onde exibia rara virtuosidade, chama vibrante de cores, sendo dos exemplos mais notáveis da integração dos som individual na massa sonora orquestral.
Bix Beiderbecke possuía uma técnica clássica admirável. Se Armstrong aproveitava qualquer melodia, Beiderbecke estava mais preocupado com o contexto harmónico em que se desenvolvia a composição. Se Louis era hot, Bix era cool.
Rex stewart no swing deixou-nos páginas admiráveis de delirante imaginação. O seu som estrangulado, sensualmente penetrante estava voltado para a grandiosidade selvagem e primitiva da arte negra.
Henry Red Allen, músico de execução vertiginosa, de temas vigorosos que atingem grande lirismo, e considerado o grande rival de Armstrong nesta altura.
No jazz moderno aparece Dizzie Gillespie, o Armstrong do jazz moderno: a mesma veia humoristica, ambos trompetistas, ambos cantores prodigiosos, ambos showmen divinizados. Mas com décadas a separar o aparecimento de um e de outro, Gillespie surge como a clivagem relativamente á musica de Armstrong. Foi o trompete de Gillespie a revolucionar o trompete armstronguiano, porque Dizzie é figura icónica do bebop.
Miles Davis, o ponta de lança do cool. Tons sombrios, cores impressionistas, swing introvertido, nenhum como Miles soube traduzir a estética do jazz. Embora a sua música não fosse tão acessivel como a de Gillespie, Miles foi no periodo do cool o musico mais admirado do jazz.
Quem abriu lugar á entrada do funky no jazz, foi Clifford Brown. Com um controlo admirável e cool das sonoridades extraídas do trompete, Clifford legou páginas imortais do jazz, tendo falecido precocemente em desastre de automóvel.
Nat Adderley, foi um musico da craveira do seu irmão Cannonball, e teve função tão importante para os trompetistas como aquele para os sax alto.
Chet Baker improvisava com sentimento. Valorizava as frases melódicas com notas longas e encorpadas, o que lhe valeu o rótulo de cool.
No jazz actual e ainda em actividade temos Donald Byrd, desprezado pelos puristas do jazz e adorado pelos fãs do jazz-funk que o consideram um dos músicos mais inovadores deste estilo, é um estilista sólido com um tom limpo, articulação clara, e um particular dom para melodia.
Wynton Marsalis é considerado um dos maiores virtuosos do trompete actual. Conecido pela sua sua sisudez e seriedade, músico polêmico, é considerado "embaixador da música americana" pelo seu profundo respeito e divulgação das tradições musicais.
Finalmente Arturo Sandoval, o trompetista cubano, conhecido pela sua criatividade no improviso, pela agilidade e rapidez, e que tem uma enorme facilidade nas notas agudas.
Sidney Bechet celebrizou-se no contexto das improvisações colectivas onde exibia rara virtuosidade, chama vibrante de cores, sendo dos exemplos mais notáveis da integração dos som individual na massa sonora orquestral.
Bix Beiderbecke possuía uma técnica clássica admirável. Se Armstrong aproveitava qualquer melodia, Beiderbecke estava mais preocupado com o contexto harmónico em que se desenvolvia a composição. Se Louis era hot, Bix era cool.
Rex stewart no swing deixou-nos páginas admiráveis de delirante imaginação. O seu som estrangulado, sensualmente penetrante estava voltado para a grandiosidade selvagem e primitiva da arte negra.
Henry Red Allen, músico de execução vertiginosa, de temas vigorosos que atingem grande lirismo, e considerado o grande rival de Armstrong nesta altura.
No jazz moderno aparece Dizzie Gillespie, o Armstrong do jazz moderno: a mesma veia humoristica, ambos trompetistas, ambos cantores prodigiosos, ambos showmen divinizados. Mas com décadas a separar o aparecimento de um e de outro, Gillespie surge como a clivagem relativamente á musica de Armstrong. Foi o trompete de Gillespie a revolucionar o trompete armstronguiano, porque Dizzie é figura icónica do bebop.
Miles Davis, o ponta de lança do cool. Tons sombrios, cores impressionistas, swing introvertido, nenhum como Miles soube traduzir a estética do jazz. Embora a sua música não fosse tão acessivel como a de Gillespie, Miles foi no periodo do cool o musico mais admirado do jazz.
Quem abriu lugar á entrada do funky no jazz, foi Clifford Brown. Com um controlo admirável e cool das sonoridades extraídas do trompete, Clifford legou páginas imortais do jazz, tendo falecido precocemente em desastre de automóvel.
Nat Adderley, foi um musico da craveira do seu irmão Cannonball, e teve função tão importante para os trompetistas como aquele para os sax alto.
Chet Baker improvisava com sentimento. Valorizava as frases melódicas com notas longas e encorpadas, o que lhe valeu o rótulo de cool.
No jazz actual e ainda em actividade temos Donald Byrd, desprezado pelos puristas do jazz e adorado pelos fãs do jazz-funk que o consideram um dos músicos mais inovadores deste estilo, é um estilista sólido com um tom limpo, articulação clara, e um particular dom para melodia.
Wynton Marsalis é considerado um dos maiores virtuosos do trompete actual. Conecido pela sua sua sisudez e seriedade, músico polêmico, é considerado "embaixador da música americana" pelo seu profundo respeito e divulgação das tradições musicais.
Finalmente Arturo Sandoval, o trompetista cubano, conhecido pela sua criatividade no improviso, pela agilidade e rapidez, e que tem uma enorme facilidade nas notas agudas.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Os melhores álbuns: Kind of Blue - Miles Davis
Kind of Blues, editado pela Columbia Records em 1959, é o álbum mais vendido da carreira de Miles Davis e o mais vendido em toda a história do jazz. Está considerado como a obra prima do género e pela sua grande influência em diversos géneros como o rock e a música clássica é apreciado como uma das maiores produções de todos os tempos.
A gravação foi feita nos estúdios da Columbia Records em apenas dez horas repartidas em dois dias, 2 de Março e 22 de Abril de 1959. a companharam Miles na sua gravação a nata do jazz da altura: o lendário saxofonista John Coltrane, o contrabaixista Paul Chambers, Julian "Cannonball" Adderley no sax alto, Jimmy Cobb na batería e Bill Evans ao piano.
Os músicos quase não ensaiaram e quando chegaram ao estúdio não faziam a minima ideia do que iriam tocar: segundo Bill Evans, Davis só lhes deu esboços de escalas e linhas melódicas. Uma vez no estudio, Miles deu-lhes breves introduções para cada música e começaram a gravar. Se bem que os resultados sejam impressionantes, tendo em conta que entraram em estudio com uma escassa ideia do que iriam fazer, a lenda assente de que este álbum foi gravado apenas de uma só toma é falsa, só "Flamenco Sketches" foi feito numa primeira execução.
So What, a primeira musica do álbum é introduzida com o piano de Bill Evans, dando depois o contrabaixo de Chambers, o ritmo e a melodia necessários para a audição dos solos dos outros instrumentos, sustentados na bateria: primeiro Miles, depois o sax tenor de Coltrane e depois o sax de "Cannonball" Adderley.
A seguir "Freddie Freeloader", mais uma vez a ordem de partida individual começa com Miles, Coltrane, e a seguir com a segurança lúcida de quem se sente em casa, Adderley. Depois vem o solo de Wynton Kelly, que substitui Bill Evans no piano.
A terceira música "Blue in Green", é um tema da autoria de Evans que retoma o seu lugar na bateria. Tocada com a surdina de Miles Davis, a seguir Bill Evans abre o caminho para a intensidade íntrospectiva de Johnn Coltrane. Introspectiva e exultante.
Depois é "All Blues", o festim deste álbum, em que Coltrane demonstra todos os seus atributos. Esta é realmente a peça de Coltrane.
Por fim, a terminar, "Flamenco Sketches", onde ouvimos Bill Evans. A frescura dos silênçios de Bill Evans, silêncios que rodeiam os sons de uma peça mesclada de sapiência e naturalidade.
Kind of Blue foi descrito numa frase inspiradissima como, "um momento de definição da musica no sec. XX".
Musicos: Miles Davis - Trompete; Julian "Cannonball" Adderley - Saxofone Alto (exceto "Blue in Green"); John Coltrane - Saxofone Tenor; Bill Evans - Piano (exceto "Freddie Freeloader"); Wynton Kelly - Piano (em "Freddie Freeloader"); Paul Chambers - Contrabaixo; Jimmy Cobb - Bateria
Tracks: So What; Freddie Freeloader; Blue in Green; All Blues; Flamenco Sketches
A gravação foi feita nos estúdios da Columbia Records em apenas dez horas repartidas em dois dias, 2 de Março e 22 de Abril de 1959. a companharam Miles na sua gravação a nata do jazz da altura: o lendário saxofonista John Coltrane, o contrabaixista Paul Chambers, Julian "Cannonball" Adderley no sax alto, Jimmy Cobb na batería e Bill Evans ao piano.
Os músicos quase não ensaiaram e quando chegaram ao estúdio não faziam a minima ideia do que iriam tocar: segundo Bill Evans, Davis só lhes deu esboços de escalas e linhas melódicas. Uma vez no estudio, Miles deu-lhes breves introduções para cada música e começaram a gravar. Se bem que os resultados sejam impressionantes, tendo em conta que entraram em estudio com uma escassa ideia do que iriam fazer, a lenda assente de que este álbum foi gravado apenas de uma só toma é falsa, só "Flamenco Sketches" foi feito numa primeira execução.
So What, a primeira musica do álbum é introduzida com o piano de Bill Evans, dando depois o contrabaixo de Chambers, o ritmo e a melodia necessários para a audição dos solos dos outros instrumentos, sustentados na bateria: primeiro Miles, depois o sax tenor de Coltrane e depois o sax de "Cannonball" Adderley.
A seguir "Freddie Freeloader", mais uma vez a ordem de partida individual começa com Miles, Coltrane, e a seguir com a segurança lúcida de quem se sente em casa, Adderley. Depois vem o solo de Wynton Kelly, que substitui Bill Evans no piano.
A terceira música "Blue in Green", é um tema da autoria de Evans que retoma o seu lugar na bateria. Tocada com a surdina de Miles Davis, a seguir Bill Evans abre o caminho para a intensidade íntrospectiva de Johnn Coltrane. Introspectiva e exultante.
Depois é "All Blues", o festim deste álbum, em que Coltrane demonstra todos os seus atributos. Esta é realmente a peça de Coltrane.
Por fim, a terminar, "Flamenco Sketches", onde ouvimos Bill Evans. A frescura dos silênçios de Bill Evans, silêncios que rodeiam os sons de uma peça mesclada de sapiência e naturalidade.
Kind of Blue foi descrito numa frase inspiradissima como, "um momento de definição da musica no sec. XX".
Musicos: Miles Davis - Trompete; Julian "Cannonball" Adderley - Saxofone Alto (exceto "Blue in Green"); John Coltrane - Saxofone Tenor; Bill Evans - Piano (exceto "Freddie Freeloader"); Wynton Kelly - Piano (em "Freddie Freeloader"); Paul Chambers - Contrabaixo; Jimmy Cobb - Bateria
Tracks: So What; Freddie Freeloader; Blue in Green; All Blues; Flamenco Sketches
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
10 grandes pianistas do Jazz moderno.
Os criticos consideram que o Jazz se modernizou a partir dos anos 40, com o advento do Bop. Realmente, a partir desta altura há uma consciencialização da parte dos músicos, e o jazz deixa de ser uma musica dançante e passa a ser uma forma de arte. E no que mais se diferencia o Bop do Swing é exactamente no uso do piano: uma maior acentuação da mão esquerda, acordes livres, e solos velozes pela mão direita, ao estilo dos trompetes. Como o post de 10 grandes pianistas do jazz classico, também este, será sempre uma lista pessoal, logo subjectiva. Sabendo que não será consensual, desde já me penitencio. E sabendo que outra lista, com outros "grandes", poderia ser feita: com Tommy Flannagan, John Lewis, Red Garland, Erroll Garner, Hank Jones, Sonny Clark, Bobby Timmons, Ray Charles e outros. Fica para uma sequela...
Earl Bud Powell (12 de setembro de 1924 - 31 de julho de 1966)Foi um dos mais influentes pianistas do jazz. Juntamente com Thelonious Monk, foi a peça chave na evolução do Bop. Dele se pode dizer que traduziu a energia e a técnica melódica de Charlie Parker para o piano. Influenciou Sonny Rollins ou Miles Davis.
Bill Evans(16 de agosto de 1929 - 15 de outubro de 1980)foi um dos mais famosos e influentes pianistas americanos do século e vencedor de vários Grammy Awards. Seu sentido harmónico e suas interpretações originais e muitas vezes surpreendentes de standards de jazz, tiveram um grande impacto sobre várias gerações de pianistas.Entre eles estavam, Herbie Hancock, Chick Corea, Keith Jarrett,ou guitarristas como Lenny Brea e Pat Metheny.
Thelonious Monk (10 de outubro de 1917 - 17 de fevereiro de 1982)Geralmente considerado um dos mais importantes músicos de Jazz de todos os tempos. Tinha um estilo único de improvisação e compôs grandes clássicos, tais como os standards Round Midnight ou Blue Monk.É muitas vezes considerado como o fundador do Bebop, embora o seu estilo de tocar tenha evoluído de forma diferente desta forma de jazz. Suas composições e improvisações são cheios de harmonia e delicadeza áspera, numa abordagem pouco ortodoxa a tocar piano, que combinava um ritmo explosivo espasmódico com pausas dramáticas.
Earl Bud Powell (12 de setembro de 1924 - 31 de julho de 1966)Foi um dos mais influentes pianistas do jazz. Juntamente com Thelonious Monk, foi a peça chave na evolução do Bop. Dele se pode dizer que traduziu a energia e a técnica melódica de Charlie Parker para o piano. Influenciou Sonny Rollins ou Miles Davis.
Bill Evans(16 de agosto de 1929 - 15 de outubro de 1980)foi um dos mais famosos e influentes pianistas americanos do século e vencedor de vários Grammy Awards. Seu sentido harmónico e suas interpretações originais e muitas vezes surpreendentes de standards de jazz, tiveram um grande impacto sobre várias gerações de pianistas.Entre eles estavam, Herbie Hancock, Chick Corea, Keith Jarrett,ou guitarristas como Lenny Brea e Pat Metheny.
Thelonious Monk (10 de outubro de 1917 - 17 de fevereiro de 1982)Geralmente considerado um dos mais importantes músicos de Jazz de todos os tempos. Tinha um estilo único de improvisação e compôs grandes clássicos, tais como os standards Round Midnight ou Blue Monk.É muitas vezes considerado como o fundador do Bebop, embora o seu estilo de tocar tenha evoluído de forma diferente desta forma de jazz. Suas composições e improvisações são cheios de harmonia e delicadeza áspera, numa abordagem pouco ortodoxa a tocar piano, que combinava um ritmo explosivo espasmódico com pausas dramáticas.
Ahmad Jamal (2 de julho de 1930) Ahmad Jamal foi uma das principais influências musicais de Miles Davis e está considerado como um dos mais relevantes pianistas da história do Jazz. Jamal é um pianista do cool e da tradição clássica jazzística
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McCoy Tyner ( 11 de dezembro de 1938) é um pianista americano conhecido especialmente pelos seus trabalhos com o John Coltrane Quartet. Ao longo da sua carreira, tem tocado uma ampla variedade de estilos, embora sempre dentro da vanguarda jazzística: jazz progressivo, jazz modal, hard bop, etc; também se dedicou á musica afrocubana.
Wynton Kelly Extraordinario acompanhante e distinto solista, Wynton Kelly foi um dos mais prolíficos músicos do seu tempo. O seu estilo impecável e elegante, criou escola entre muitos pianistas. É um dos músicos de Kind of Blue, que muitos consideram o melhor álbum da historia do jazz.
Oscar Peterson (15 de agosto de 1925 - 23 dezembro de 2007) Pianista canadense e compositor, foi chamado o "marajá do teclado " por Duke Ellington. Lançou mais de 200 gravações, ganhou sete Grammy Awards, e recebeu inúmeros prémios e outras honrarias ao longo de sua carreira. É considerado como uma lenda do piano e teve uma carreira de mais de 60 anos.
Dave Brubeck (6 de dezembro de 1920), trata-se de um dos principais representantes do cool, e é um dos musicos de jazz mais populares. Liderou um dos melhores combos da historia, o Dave Brubeck Quartet, com Paul Desmond, que escreveu para a banda a composição Take Five. O estilo de Brubeck oscila entre o refinado e o exuberante, reflectindo influências da música clássica atrevendo-se com a improvisação.
Herbie Hancock (12 de Abril de 1940) é considerado um dos pianistas e compositores de jazz mais importantes e influentes. Trouxe para o jazz elementos da soul, do rock, do funk, e por ultimo até do hip-hop. Tocou sempre com os grandes nomes do jazz e fez parte do Miles Davis Quintet, dentro do qual redefiniu a secção rítmica. Apesar das suas experimentações a musica de Hancock, sempre se manteve melódica e acessível, alcançando alguns êxitos comerciais: Cantaloupe Island, Watermelon man, Chameleon ou Rock It.
Keith Jarrett (8 de maio de 1945) é um pianista e compositor que tanto toca jazz como música clássica. Jarrett começou a tocar com Art Blackey, depois com Charles Lloyd e Miles Davis, e teve sempre grande sucesso como solista. Nas suas improvizações nota-se não só desenhos do jazz, mas tambem de outros géneros, especialmente de musica clássica, do gospel, dos blues, e da musica folk.
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Simplesmente Miles.
Para muitos, Miles Davis foi o mais genial de todos os musicos Jazz. E é bem possivel que Miles mereça esse titulo, por tudo o que representou, e por todas as mudanças que trouxe para o Jazz.
Foi Miles Davis que criou o Cool nos anos 50, com esse emblemático "Birth of the Cool", lançado ainda em 1948, pela Blue Note, um álbum tranquilo, de canções elegantes e por vezes melancólicas; intrincadas mas ao mesmo tempo pop. Um álbum onde prevalece o clima de introspecção, que caracterizaria este género. Criou o jazz-fusion no inicio dos anos 70, quando lançou "Bitches Brew", o álbum de Jazz mais vendido de sempre, e talvez o mais revolucionário da história, e foi ainda Miles quem deu o primeiro "pontapé" para o aparecimento do acid-jazz na década de 80.
Era um solista, lírico e original e um líder de grupo bastante exigente: sempre acompanhado pelo seu trompete e rodeado de excelentes executantes, foi por certo o mais consistente e inventivo musico no jazz a partir dos anos quarenta até à década de setenta. As suas apresentações ao vivo e sessões de gravação com o seu ídolo, Charlie Parker, entre 1945 e 48, são míticas; assim como a sua aparição no Newport Jazz Festival, em 1955, após alguns anos de ausência devido ao consumo de heroína, e em que as suas improvisações sensacionais lhe trouxeram ampla publicidade e compromissos suficientes para estabelecer um quinteto com Red Garland, Paul Chambers, Philly Joe Jones e John Coltrane, mais tarde substituido por Rollins. Em 1957 Davis fez a primeira de várias gravações a solo, notáveis, no trompete, de orquestrações incomuns para o jazz, com arranjos de Gil Evans. Dos seus vários sextetos e quintetos fizeram parte músicos da envergadura de Cannonball Adderley, Red Garland, Bill Evans e Wynton Kelly; os bateristas Philly Joe Jones e Jimmy Cobb. Tocaram ainda com Davis, Herbie Hancock, Ron Carter, Tony Williams e Sonny Stitt, Jimmy Heath, Hank Mobley, Coleman George, Sam Rivers. E Wayne Shorter. Nos finais dos anos 60 e início dos anos 70, outros e influentes músicos juntaram-se a ele, Chick Corea, Joe Zawinul, Keith Jarrett, John McLaughlin, Dave Holland, Jack DeJohnette, Bill Cobham, Al Foster, Airto Moreira, criando novos sons, misturando as formas e técnicas do jazz com os instrumentos eléctricos do rock, forçando o aparecimento do jazz-fusion. Na década de 80, Miles Davis, foi descrito como uma "lenda viva", um título que detestava porque ia contra a sua inclinação de ser associado a uma nova e popular música, jovem e energética. O trompete de Miles silenciou-se em 28 de Setembro de 1991, morreu de pneumonia, insuficiência respiratória, e um acidente vascular cerebral. De personalidade díficil, muitas vezes contraditória, foi sem dúvida o grande revolucionário das linguagens do Jazz.
Descrever Miles Davis seria sempre um texto muito extenso, fica pois uma lista de Websites onde se pode procurar tudo sobre a sua vida e a sua obra.
Sons of Miles: musicos influenciados por ele
http://www.milesdavis.com/pt/home
Miles Ahead
The sound of Miles Davis
http://www.miles-beyond.com/
Foi Miles Davis que criou o Cool nos anos 50, com esse emblemático "Birth of the Cool", lançado ainda em 1948, pela Blue Note, um álbum tranquilo, de canções elegantes e por vezes melancólicas; intrincadas mas ao mesmo tempo pop. Um álbum onde prevalece o clima de introspecção, que caracterizaria este género. Criou o jazz-fusion no inicio dos anos 70, quando lançou "Bitches Brew", o álbum de Jazz mais vendido de sempre, e talvez o mais revolucionário da história, e foi ainda Miles quem deu o primeiro "pontapé" para o aparecimento do acid-jazz na década de 80.
Era um solista, lírico e original e um líder de grupo bastante exigente: sempre acompanhado pelo seu trompete e rodeado de excelentes executantes, foi por certo o mais consistente e inventivo musico no jazz a partir dos anos quarenta até à década de setenta. As suas apresentações ao vivo e sessões de gravação com o seu ídolo, Charlie Parker, entre 1945 e 48, são míticas; assim como a sua aparição no Newport Jazz Festival, em 1955, após alguns anos de ausência devido ao consumo de heroína, e em que as suas improvisações sensacionais lhe trouxeram ampla publicidade e compromissos suficientes para estabelecer um quinteto com Red Garland, Paul Chambers, Philly Joe Jones e John Coltrane, mais tarde substituido por Rollins. Em 1957 Davis fez a primeira de várias gravações a solo, notáveis, no trompete, de orquestrações incomuns para o jazz, com arranjos de Gil Evans. Dos seus vários sextetos e quintetos fizeram parte músicos da envergadura de Cannonball Adderley, Red Garland, Bill Evans e Wynton Kelly; os bateristas Philly Joe Jones e Jimmy Cobb. Tocaram ainda com Davis, Herbie Hancock, Ron Carter, Tony Williams e Sonny Stitt, Jimmy Heath, Hank Mobley, Coleman George, Sam Rivers. E Wayne Shorter. Nos finais dos anos 60 e início dos anos 70, outros e influentes músicos juntaram-se a ele, Chick Corea, Joe Zawinul, Keith Jarrett, John McLaughlin, Dave Holland, Jack DeJohnette, Bill Cobham, Al Foster, Airto Moreira, criando novos sons, misturando as formas e técnicas do jazz com os instrumentos eléctricos do rock, forçando o aparecimento do jazz-fusion. Na década de 80, Miles Davis, foi descrito como uma "lenda viva", um título que detestava porque ia contra a sua inclinação de ser associado a uma nova e popular música, jovem e energética. O trompete de Miles silenciou-se em 28 de Setembro de 1991, morreu de pneumonia, insuficiência respiratória, e um acidente vascular cerebral. De personalidade díficil, muitas vezes contraditória, foi sem dúvida o grande revolucionário das linguagens do Jazz.
Descrever Miles Davis seria sempre um texto muito extenso, fica pois uma lista de Websites onde se pode procurar tudo sobre a sua vida e a sua obra.
Sons of Miles: musicos influenciados por ele
http://www.milesdavis.com/pt/home
Miles Ahead
The sound of Miles Davis
http://www.miles-beyond.com/
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Os grandes festivais: NEWPORT JAZZ FESTIVAL.
Mas incidentes graves interrompem o festival: o público é demais, centenas de pessoas que não podem obter bilhete acumulam-se nas encostas de uma colina próxima, e os incidentes ocorrem: as cercas entram em colapso, quebrando no meio dos concertos públicos. Na noite de sábado, os problemas são particularmente importantes, levando o produtor George Wein, que temia um tumulto, a cancelar o concerto dos Led Zeppelin, marcado para o dia seguinte. Devido a este anúncio a multidão deixa a cidade, e o concerto pode então realizar-se. Em 1972, Wein muda o festival para a cidade de Nova Iorque, e os concertos celebram-se em vários locais, como o Yankee Stadium e a Radio City Music Hall. Com uma assistência de mais de 100.000 espectadores que tiveram a oportunidade de assistir ás actuações de Dizzy Gillespie, Duke Ellington, Dave Brubeck, Milt Jackson, Ben Webster, Charlie Byrd, Zoot Sims, Ray Charles, Eddie Condon, Sonny Rollins e Roberta Flack
. O aclamado filme Jazz on a Summer Day documenta o festival de 1958, com as actuações de Dave Brubeck, Ray Charles, Miles Davis, Count Basie e Horace Silver. Outras gravações importantes são Ellington at Newport (1956), Ella Fitzgerald and Billie Holiday at Newport (1958), At Newport - Gigi Gryce-Donald Byrd Jazz Laboratory and the Cecil Taylor Quartet featuring Steve Lacy (1958) ou, At Newport 1960 - Muddy Waters (1960).
domingo, 22 de janeiro de 2012
Os grandes momentos do Jazz. (12)
A lenda, Miles Davis, e o genial guitarrista John Scofield, o homem que trouxe a guitarra rock para o jazz, juntamente com Mike Stern, e que foi um dos fundadores do jazz-fusion. Ainda com Robert Berger no sax, Daryl Jones no baixo, Steve Thornton nas percussões e Vince Wilburn na bateria.
No Festival Internacional de Jazz de Montréal, em 28 de Julho de 1985.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Os melhores álbuns - John Coltrane Quartet: My favorite Things
Disco gravado no inicio de 1960, que é por sinal o marco oficial da viragem que o jazz iria sofrer nos anos sessenta, com o Jazz modal. É um disco considerado pelos criticos, como fundamental para a história do Jazz.
Melódica, harmónica e ritmicamente é sinónimo de perfeição no Jazz. A improvizacão e os diálogos têm aqui um significado lógico e de imanente substãnçia melódica, advinda do continente negro, da civilização muçulmana, das culturas africanas.
A faixa com o título do album é uma versão de My Favorite Things do musical The Sound of Musica, da dupla Rodgers/Hammerstein. No documentário, O Mundo Segundo John Coltrane, o narrador Ed Wheeler observa: "Em 1960, Coltrane deixou Miles Davis e formou o seu próprio quarteto para explorar direcções ainda mais livres, juntamente com uma crescente influência indiana. Transformaram My Favorite things, a canção alegre e populista de The Sound of Music, numa dança oriental hipnótica dervixe.".
O clássico "Summertime" é a demonstração do famoso "sheets of sound", o novo estilo desenvolvido por Coltrane - estilo de improvização muito particular constítuido por um fraseado denso e uma escalada de notas em rápida sucessão -, em oposição à melancolia e lirismo de Miles no seu "Summertime", do álbum de 1958, "Porgy and Bess". É o primeiro registo de John Coltrane para a Atlantic Records, e o primeiro em que entra em cena o famoso quarteto com McCoy Tyner no piano, Elvin Jones na bateria e Steve Davis no contrabaixo
.
Musicas
My Favorite Things (Richard Rodgers) - 13:41, Everytime We Say Goodbye (Cole Porter) - 5:39, Summertime (George Gershwin) - 11:31, But Not For Me (George Gershwin) - 9:35
Melódica, harmónica e ritmicamente é sinónimo de perfeição no Jazz. A improvizacão e os diálogos têm aqui um significado lógico e de imanente substãnçia melódica, advinda do continente negro, da civilização muçulmana, das culturas africanas.
A faixa com o título do album é uma versão de My Favorite Things do musical The Sound of Musica, da dupla Rodgers/Hammerstein. No documentário, O Mundo Segundo John Coltrane, o narrador Ed Wheeler observa: "Em 1960, Coltrane deixou Miles Davis e formou o seu próprio quarteto para explorar direcções ainda mais livres, juntamente com uma crescente influência indiana. Transformaram My Favorite things, a canção alegre e populista de The Sound of Music, numa dança oriental hipnótica dervixe.".
O clássico "Summertime" é a demonstração do famoso "sheets of sound", o novo estilo desenvolvido por Coltrane - estilo de improvização muito particular constítuido por um fraseado denso e uma escalada de notas em rápida sucessão -, em oposição à melancolia e lirismo de Miles no seu "Summertime", do álbum de 1958, "Porgy and Bess". É o primeiro registo de John Coltrane para a Atlantic Records, e o primeiro em que entra em cena o famoso quarteto com McCoy Tyner no piano, Elvin Jones na bateria e Steve Davis no contrabaixo
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Musicas
My Favorite Things (Richard Rodgers) - 13:41, Everytime We Say Goodbye (Cole Porter) - 5:39, Summertime (George Gershwin) - 11:31, But Not For Me (George Gershwin) - 9:35
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Standards do Jazz: MY FUNNY VALENTINE
My Funny Valentine é uma balada do musical da Broadway, Babes in Arms, composta por Richard Rodgers, com letra de Lorenz Hart, em 1937. Tornou-se imensamente popular com as versões de Chet Baker e de Miles Davis. Em 1952, Chet Baker gravou-a com Gerry Mulligan, uma gravação que se tornou registo de culto, uma versão assombrosa sem duvida ajudada pela acústica do Clube Blackhawk, em San Francisco, onde foi gravada.
Em 1956, Miles Davies fez uma das suas primeiras gravações, com um dos seus mais famosos quintetos, constituidos por Red Garland no piano, Paul Chambers no baixo, Philly Joe Jones na bateria e o grande e inevitável sax tenor, John Coltrane. Em 1959, Miles faz outra versão impressionante ao vivo num show no New York Plaza Hotel, registada no disco Jazz at the Plaza. Baker e Miles são os dois trompetistas mais associados ao movimento cool jazz, mas esta musica faz hoje parte do reportório clássico de muitos músicos do jazz moderno, que não descuram as interessante mudanças que a melodia proporciona e inspira: o brilhante pianista cubano, Chucho Valdes, encontra toda a alma latina dentro desta canção no álbum Live at the Village Vanguard, de 2000, com selo da Blue Note; Jacky Terrasson em Sorriso, de 2003, também da Blue Note, faz igualmente uma versão maravilhosa, perfeita e equilibrada.
Matt Damon canta-a no filme de Minghella, The talented Mr. Ripley, assim como a belíssima Michelle Pfeiffer em Os Fabulosos irmãos Baker.
Faz parte do Great American Songbook, e é uma das musicas preferidas para o Dia dos Namorados.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Algumas musicas para ouvir quando estás down...
Algumas musicas que ouço quando não me sinto bem. Com umas fico melancólico, com outras sinto-me mais romãntico, não me curam de coisa nenhuma, mas nunca me deixam indiferente. Não é uma lista definitiva, nem nunca poderia ser, mas é um bom começo...
Joe Williams & George Shearing - Heart and Soul
Chet Baker - There Will Never Be Another You
Miles Davis - Bye Bye Blackbird
Jimmy Smith with Stanley Turrentine - I Almost Lost My Mind
Louis Prima - Just a Gigolo
Sonny Rollins with the Modern Jazz Quartet - In a Sentimental Mood
Joe Williams & George Shearing - Heart and Soul
Chet Baker - There Will Never Be Another You
Miles Davis - Bye Bye Blackbird
Jimmy Smith with Stanley Turrentine - I Almost Lost My Mind
Louis Prima - Just a Gigolo
Sonny Rollins with the Modern Jazz Quartet - In a Sentimental Mood
sábado, 14 de janeiro de 2012
Os grandes álbuns - Cannonball Adderley: Somethin 'else
Somethin 'Else é um álbum de 1958 gravado por Cannonball Adderley. Neste LP é de realçar a importante contribuição de Miles Davis, uma de suas poucas gravações para a Blue Note Records. Muitos críticos e fãs de jazz consideram que Somethin 'Else está entre os maiores álbuns de jazz de todos os tempos. O Penguin Guide to Jazz seleccionou este álbum para a "Core Collection". De notar ainda a colaboração de Hank Jones no Piano, Sam Jones no baixo e Art Blakey na bateria.
Musicos: Cannonball Adderley - sax alto, Miles Davis - trumpet, Hank Jones - piano, Sam Jones - bass, Art Blakey - drums.
Musicas: "Autumn Leaves" (Joseph Kosma) – 11:01, "Love for Sale" (Cole Porter) – 7:06, "Somethin' Else" (Miles Davis) – 8:15, "One for Daddy-O" (Nat Adderley, Sam Jones) – 8:26, "Dancing in the Dark" (Arthur Schwartz) – 4:07, "Bangoon".
Musicos: Cannonball Adderley - sax alto, Miles Davis - trumpet, Hank Jones - piano, Sam Jones - bass, Art Blakey - drums.
Musicas: "Autumn Leaves" (Joseph Kosma) – 11:01, "Love for Sale" (Cole Porter) – 7:06, "Somethin' Else" (Miles Davis) – 8:15, "One for Daddy-O" (Nat Adderley, Sam Jones) – 8:26, "Dancing in the Dark" (Arthur Schwartz) – 4:07, "Bangoon".
domingo, 8 de janeiro de 2012
Standards do Jazz: SUMMERTIME
Summertime é uma canção de embalar composta por George Gershwin com letra de DuBose Heyward, Dorothy Heyward e Ira Gershwin para a ópera Porgy and Bess, em 1935. Ganhou enorme popularidade desde a sua estreia e foi rapidamente adoptada e adaptada por muitos músicos de jazz. Gershwin começou a compor a música em dezembro de 1933, tentando criar os seus próprios "espirituais", inspirando-se no estilo Afro-Americano de música popular na época. A música é tocada várias vezes ao longo da ópera Porgy and Bess, por Clara no Acto I, como uma canção de embalar enquanto adormece o seu bébe. Depois, é novamente interpretado por Clara como um contraponto à cena do jogo de palmas, no Acto II. E finalmente, no Acto III, interpretado por Bess, cantando para a Clara quando bebé.
. Tornou-se uma das canções com mais versões ao longo do sec. XX, cerca de 25.000, fazendo parte do Great American Songbook.A gravação de Billie Holiday, em Setembro de 1936, foi a primeira a chegar aos tops dos EUA. Outras gravações notáveis são as de Louis Armstrong e Ella Fitzgerald em 1957, Gene Vincent e Miles Davis em 1958, Sam Cooke, em 1961, Janis Joplin em 1968. A versão de maior sucesso comercial foi a de Billy Stewart, que alcançou a posição 10 na Billboard Hot 100 em 1966. Os The Doors gravaram a canção nos álbuns ao vivo Live at the Matrix, de 1967, e Live in Boston. Outros grandes nomes fizeram gravações notáveis, Al Green, Angélique Kidjo, Bessie Smith, Charlie Parker, Chet Baker, Coleman Hawkins, Eva Cassidy, Sinatra, George Benson ou John Coltrane.
. Tornou-se uma das canções com mais versões ao longo do sec. XX, cerca de 25.000, fazendo parte do Great American Songbook.A gravação de Billie Holiday, em Setembro de 1936, foi a primeira a chegar aos tops dos EUA. Outras gravações notáveis são as de Louis Armstrong e Ella Fitzgerald em 1957, Gene Vincent e Miles Davis em 1958, Sam Cooke, em 1961, Janis Joplin em 1968. A versão de maior sucesso comercial foi a de Billy Stewart, que alcançou a posição 10 na Billboard Hot 100 em 1966. Os The Doors gravaram a canção nos álbuns ao vivo Live at the Matrix, de 1967, e Live in Boston. Outros grandes nomes fizeram gravações notáveis, Al Green, Angélique Kidjo, Bessie Smith, Charlie Parker, Chet Baker, Coleman Hawkins, Eva Cassidy, Sinatra, George Benson ou John Coltrane.
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