O contrabaixista é considerado, pela maior parte do público, ainda que inconscientemente, como sendo “aquele tipo lá no fundo do palco”. Simpático, porém secundário. Muitos contrabaixistas já se queixaram dessa idéia pré-concebida. E, de facto, essa imagem está bastante longe da realidade no jazz moderno, onde o papel do contrabaixo é bem mais complexo. Quatro exemplos.
AVISHAI COHEN
Instrumentos: Piano e Contrabaixo.
Artistas relacionados: Chick Corea, Danilo Perez e Wynton Marsalis
Israelita radicado nos EUA desde 1992, Avishai Cohen chama a atenção não só pela sua apurada técnica como também pela inventividade e cosmopolitismo de suas composições.
BUSTER WILLIAMS
Instrumentos: Contrabaixo
Artistas relacionados: Miles Davis, Ron Carter, Herbie Hancock, George Coleman, Tony Williams, Sarah Vaughan e Wynton Marsalis
Um dos contrabaixistas mais requisitados dos ultimos quarenta anos. Possuidor de uma sabedoria quase oriental, o seu contrabaixo é reconhecido pelo tom encorpado e profundo, o seu ritmo é preciso e a técnica soberba.
CHARLES MINGUS
Instrumentos: Contrabaixo
Artistas relacionados: Billy Taylor, Stan Getz, Art Tatum, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Bud Powell, Max Roach e Duke Ellington.
O mais influente contrabaixista do Jazz moderno dispensa apresentações. De toque nervoso, veloz e irregular, solos longos e intensos, Mingus, abriu caminhos para o jazz e para o contrabaixo em particular.
RICHARD BONA
Instrumentos: Contrabaixo, Piano, guitarra e Bateria.
Artistas relacionados: Herbie Hancock, Jacky Terrasson, Jaco Pastorius, Michael Brecker, Pat Metheny, Wynton Marsalis.
Um dos maiores virtuosos da actualidade. Este camaronês, para além de multi-instrumentista, compositor, e exímio contrabaixista é também dono de uma voz suave, que mistura nas devidas proporções docura com uma ponta de nostalgia, reflexo das suas múltiplas e variadas influências.
"...jazz é como um estilo que pode ser aplicado a qualquer tipo de canção." Jelly Roll Morton
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Standards do jazz: ALL THE THINGS YOU ARE
Musica composta por Jerome Kern para o musical da Broadway, Very Warm for May, em Novembro de 1939. Considerada por muitos musicos de jazz a mais perfeita das canções, é a gravação de Art Tatum que a dá a conhecer ao grande publico do jazz em 1940. Mas talvez seja a versão de Charlie Parker a mais famosa. A sua progressão de acordes tornou-a essencial para o movimento bebop, por isso não é surpreendente encontrar gravações definitivas da música vinda de gigantes do bop. O famoso concerto de Massey Hall 1953 ( Jazz at Massey Hall ) produziu uma versão clássica com Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Bud Powell, Charles Mingus e Max Roach. Enquanto isso, outra versão clássica vem de Thelonious Monk em colaboração com Milt Jackson e o vocalista bop Kenny "Pancho" Hagood.
Ao longo dos anos muitas outras versões se tornaram famosíssimas, algumas delas de beleza espectacular, como a do pianista cubano Gonzalo Rubalcaba, com Charlie Haden e o baterista Paul Motian, a do eclético pianista Keith Jarret ou a revisitação da musica por Sonny Rollins em colaboração com Coleman Hawkins. Ou ainda a energética leitura de Johnny Griffin, com John Coltrane e Lee Morgan.
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Thelonious Monk
Os melhores álbuns - Charlie Parker at Massey Hall
Com Charlie Parker no sax alto, Dizzie Gillespie no trompete, Bud Powell no piano, Charlie Mingus no contrabaixo e Max Roach na bateria.
Marco historico e padrão qualitativo de todos os quintetos be-bop.
Há um parâmetro no jazz: quanto mais personalizadamente fortes sãos os musicos de um agrupamento, mais dificil se torna a reconciliação das linguagens ao nível do colectivo. Mas esta sessão, ao vivo em Toronto, no Massey Hall vem desmistificar a regra generalizada. Todos os momentos de solo deste disco são exuberantes, extrovertidos, tendo como catalizadores a acidez humoristica de Dizzie Gillespie, o intenso sentido ritmico de Roach, a angustia latente de Bud Powell e o espirito sinuoso e inovador do genio de Parker.
Neste disco, os musicos não vivem em paz, mas na euforia, não se reconciliam, antes pelo contrario são desleais e pérfidos na suas improvisações, obrigando-se a um constante alerta. Disco de emoções á flor da pele. Ironia mordaz. O mundo de Parker. Um dos melhores discos de sempre.
Musicas: Perdido (Juan Tizol, Hans Lengfelder, Ervin M. Drake), Salt Peanuts (Dizzy Gillespie, Kenny Clarke), All the Things You Are (Jerome Kern, Oscar Hammerstein II), 52nd Street Theme (Thelonious Monk), Wee (Allen's Alley) (Denzil Best) ,Hot House (Tadd Dameron), A Night in Tunisia (Gillespie, Frank Paparelli).
Musicas: Perdido (Juan Tizol, Hans Lengfelder, Ervin M. Drake), Salt Peanuts (Dizzy Gillespie, Kenny Clarke), All the Things You Are (Jerome Kern, Oscar Hammerstein II), 52nd Street Theme (Thelonious Monk), Wee (Allen's Alley) (Denzil Best) ,Hot House (Tadd Dameron), A Night in Tunisia (Gillespie, Frank Paparelli).
domingo, 1 de janeiro de 2012
Os melhores albuns - Charles Mingus: The Black Saint And The Sinner Lady
Charles Mingus – The Black Saint and The Sinner Lady
May 28th, 2010, selo da Aapaz.
Álbum lançado em 20 de Janeiro de 1963, que foi o primeiro trabalho de Mingus para a gravadora Impulse. Este disco é uma verdadeira longa suíte, composta por seis partes dividas em 4 faixas. Para a sua gravação foi necessária uma grande banda, composta por 11 músicos: dois trompetes, três saxofones, trombone, tuba, guitarra, piano, baixo e bateria. Mingus sintetiza a sua ideia da obra nas extensas notas impressas neste disco: “Compus esta música para dançar e para ouvir. É a música autêntica com muitos dos meus significados. É o meu epitáfio vivo do nascimento até o dia em que ouvi falar pela primeira vez de Bird e Diz”. Aos apelidos jazzísticos entenda-se Bird e Diz por Charlie Parker e Dizzy Gillespie, respectivamente.
Músicos: Charles Mingus – Baixo e Piano Jerome Richardson – Saxofones Barítono e Soprano, Flauta Charlie Mariano – Sax Alto Dick Hafer – Sax Tenor Rolf Ericson – Trompete Richard Williams – Trompete Quentin Jackson – Trombone Don Butterfield – Tuba, Trombone Contrabaixo Jaki Byard – Piano Jay Berliner – Guitarra Acústica Dannie Richmond – Bateria
As faixas: Track A – Solo Dancer Track B – Duet Solo Dancers Track C – Group Dancers Mode D, E, F…
Álbum lançado em 20 de Janeiro de 1963, que foi o primeiro trabalho de Mingus para a gravadora Impulse. Este disco é uma verdadeira longa suíte, composta por seis partes dividas em 4 faixas. Para a sua gravação foi necessária uma grande banda, composta por 11 músicos: dois trompetes, três saxofones, trombone, tuba, guitarra, piano, baixo e bateria. Mingus sintetiza a sua ideia da obra nas extensas notas impressas neste disco: “Compus esta música para dançar e para ouvir. É a música autêntica com muitos dos meus significados. É o meu epitáfio vivo do nascimento até o dia em que ouvi falar pela primeira vez de Bird e Diz”. Aos apelidos jazzísticos entenda-se Bird e Diz por Charlie Parker e Dizzy Gillespie, respectivamente.
Músicos: Charles Mingus – Baixo e Piano Jerome Richardson – Saxofones Barítono e Soprano, Flauta Charlie Mariano – Sax Alto Dick Hafer – Sax Tenor Rolf Ericson – Trompete Richard Williams – Trompete Quentin Jackson – Trombone Don Butterfield – Tuba, Trombone Contrabaixo Jaki Byard – Piano Jay Berliner – Guitarra Acústica Dannie Richmond – Bateria
As faixas: Track A – Solo Dancer Track B – Duet Solo Dancers Track C – Group Dancers Mode D, E, F…
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