“Conversations With Christian”, é apenas Christian McBride e o seu baixo, usado para com uma diversidade fascinante de artistas, incluindo Angelique Kidjo, Regina Carter, Sting, Eddie Palmieri, Roy Hargrove, Dee Dee Bridgewater, George Duke, Chick Corea, Russell Malone, Ron Blake e a atriz Gina Gershon. Todos eles conseguem manter um nível de concentração e de inspiração notáveis.
A ouvir com especial atenção a reaproximação entre o jazz clássico e o blues que McBride e Regina Carter conseguem fazer em “Fat Bach And Greens”.
O dueto entre McBride e Roy Hargrove em "Baubles, Bangles And Beads" é maravilhosamente divertido. No final da música, nota-se a satisfação que deve ter sido para ambos os músicos, McBride diz : “Eu não imagino que precisamos mais do que isto” para a gargalhada de Hargrove ao fundo.
“It’s Your Thing” é um dueto exorbitante entre Dee Dee Bridgewater e McBride.
E depois este é um trabalho que nos toca e deixa uma sensação de nostalgia, especialmente nos duetos de McBride com dois grandes mestres do Jazz, que faleceram antes do álbum ser lançado. Em “Spiritual”, tocado com o falecido Billy Taylor, McBride com a sua técnica de uso do arco provoca arrepios e suspiros, enquanto o toque de piano de Taylor é magnifico, elegante e fino como ele próprio. O mesmo serve para o magnifico Hank Jones, numa perfeita interpretação de “Alone Together”, passeio descontraído pelos caminhos do Jazz.
“Conversations With Christian” demonstra que McBride está no seu melhor momento - ouvindo, rindo, criando e pesquisando em profundidade, contando com o talento inesgotável dos seus amigos.
Faixas:
Afirika; Fat Bach And Greens; Consider Me Gone; Guajeo Y Tumbao; Baubles, Bangles And Beads; Spiritual; It's Your Thing; Alone Together; McDukey Blues; Tango Improvisation #1; Sister Rosa; Shake 'N Blake; Chitlins And Gefiltefish.
Músicos: Christian McBride: baixo; Angelique Kidjo: vocal; Regina Carter: violino; Sting: vocal, guitarra; Eddie Palmieri: piano; Roy Hargrove: trompete; Dr. Billy Taylor: piano; Dee Dee Bridgewater: vocal; Hank Jones: piano; George Duke: piano; Chick Corea: piano; Russell Malone: guitarra; Ron Blake: saxofone tenor; Gina Gershon: vocal.
"...jazz é como um estilo que pode ser aplicado a qualquer tipo de canção." Jelly Roll Morton
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Os melhores álbuns: Kind of Blue - Miles Davis
Kind of Blues, editado pela Columbia Records em 1959, é o álbum mais vendido da carreira de Miles Davis e o mais vendido em toda a história do jazz. Está considerado como a obra prima do género e pela sua grande influência em diversos géneros como o rock e a música clássica é apreciado como uma das maiores produções de todos os tempos.
A gravação foi feita nos estúdios da Columbia Records em apenas dez horas repartidas em dois dias, 2 de Março e 22 de Abril de 1959. a companharam Miles na sua gravação a nata do jazz da altura: o lendário saxofonista John Coltrane, o contrabaixista Paul Chambers, Julian "Cannonball" Adderley no sax alto, Jimmy Cobb na batería e Bill Evans ao piano.
Os músicos quase não ensaiaram e quando chegaram ao estúdio não faziam a minima ideia do que iriam tocar: segundo Bill Evans, Davis só lhes deu esboços de escalas e linhas melódicas. Uma vez no estudio, Miles deu-lhes breves introduções para cada música e começaram a gravar. Se bem que os resultados sejam impressionantes, tendo em conta que entraram em estudio com uma escassa ideia do que iriam fazer, a lenda assente de que este álbum foi gravado apenas de uma só toma é falsa, só "Flamenco Sketches" foi feito numa primeira execução.
So What, a primeira musica do álbum é introduzida com o piano de Bill Evans, dando depois o contrabaixo de Chambers, o ritmo e a melodia necessários para a audição dos solos dos outros instrumentos, sustentados na bateria: primeiro Miles, depois o sax tenor de Coltrane e depois o sax de "Cannonball" Adderley.
A seguir "Freddie Freeloader", mais uma vez a ordem de partida individual começa com Miles, Coltrane, e a seguir com a segurança lúcida de quem se sente em casa, Adderley. Depois vem o solo de Wynton Kelly, que substitui Bill Evans no piano.
A terceira música "Blue in Green", é um tema da autoria de Evans que retoma o seu lugar na bateria. Tocada com a surdina de Miles Davis, a seguir Bill Evans abre o caminho para a intensidade íntrospectiva de Johnn Coltrane. Introspectiva e exultante.
Depois é "All Blues", o festim deste álbum, em que Coltrane demonstra todos os seus atributos. Esta é realmente a peça de Coltrane.
Por fim, a terminar, "Flamenco Sketches", onde ouvimos Bill Evans. A frescura dos silênçios de Bill Evans, silêncios que rodeiam os sons de uma peça mesclada de sapiência e naturalidade.
Kind of Blue foi descrito numa frase inspiradissima como, "um momento de definição da musica no sec. XX".
Musicos: Miles Davis - Trompete; Julian "Cannonball" Adderley - Saxofone Alto (exceto "Blue in Green"); John Coltrane - Saxofone Tenor; Bill Evans - Piano (exceto "Freddie Freeloader"); Wynton Kelly - Piano (em "Freddie Freeloader"); Paul Chambers - Contrabaixo; Jimmy Cobb - Bateria
Tracks: So What; Freddie Freeloader; Blue in Green; All Blues; Flamenco Sketches
A gravação foi feita nos estúdios da Columbia Records em apenas dez horas repartidas em dois dias, 2 de Março e 22 de Abril de 1959. a companharam Miles na sua gravação a nata do jazz da altura: o lendário saxofonista John Coltrane, o contrabaixista Paul Chambers, Julian "Cannonball" Adderley no sax alto, Jimmy Cobb na batería e Bill Evans ao piano.
Os músicos quase não ensaiaram e quando chegaram ao estúdio não faziam a minima ideia do que iriam tocar: segundo Bill Evans, Davis só lhes deu esboços de escalas e linhas melódicas. Uma vez no estudio, Miles deu-lhes breves introduções para cada música e começaram a gravar. Se bem que os resultados sejam impressionantes, tendo em conta que entraram em estudio com uma escassa ideia do que iriam fazer, a lenda assente de que este álbum foi gravado apenas de uma só toma é falsa, só "Flamenco Sketches" foi feito numa primeira execução.
So What, a primeira musica do álbum é introduzida com o piano de Bill Evans, dando depois o contrabaixo de Chambers, o ritmo e a melodia necessários para a audição dos solos dos outros instrumentos, sustentados na bateria: primeiro Miles, depois o sax tenor de Coltrane e depois o sax de "Cannonball" Adderley.
A seguir "Freddie Freeloader", mais uma vez a ordem de partida individual começa com Miles, Coltrane, e a seguir com a segurança lúcida de quem se sente em casa, Adderley. Depois vem o solo de Wynton Kelly, que substitui Bill Evans no piano.
A terceira música "Blue in Green", é um tema da autoria de Evans que retoma o seu lugar na bateria. Tocada com a surdina de Miles Davis, a seguir Bill Evans abre o caminho para a intensidade íntrospectiva de Johnn Coltrane. Introspectiva e exultante.
Depois é "All Blues", o festim deste álbum, em que Coltrane demonstra todos os seus atributos. Esta é realmente a peça de Coltrane.
Por fim, a terminar, "Flamenco Sketches", onde ouvimos Bill Evans. A frescura dos silênçios de Bill Evans, silêncios que rodeiam os sons de uma peça mesclada de sapiência e naturalidade.
Kind of Blue foi descrito numa frase inspiradissima como, "um momento de definição da musica no sec. XX".
Musicos: Miles Davis - Trompete; Julian "Cannonball" Adderley - Saxofone Alto (exceto "Blue in Green"); John Coltrane - Saxofone Tenor; Bill Evans - Piano (exceto "Freddie Freeloader"); Wynton Kelly - Piano (em "Freddie Freeloader"); Paul Chambers - Contrabaixo; Jimmy Cobb - Bateria
Tracks: So What; Freddie Freeloader; Blue in Green; All Blues; Flamenco Sketches
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Os melhores álbuns: Modern Jazz Quartet - Pyramid
"Pyramid", álbum da Atlantic Jazz, é uma obra deslumbrante. Requintado, rebuscado, pleno de espírito barroco, está entre as principais obras primas que o jazz nos permitiu conhecer. A importância deste registo, de 1958, é que contém uma das mais marcantes composições de toda a historia musical do Jazz, ou seja, "Django".
"Django" já foi executada centenas de vezes desde 1955.
O Modern Jazz Quartet estava no melhor período da sua existência, a fase mais madura sobre a liderança de John Lewis.
A música de MJQ é uma mistura mágica de uma bem definida e complexa estrutura musical, complexo derivado do clássico barroco de John Lewis, com a fluência melódica , a swingada influência melódica de Milton Jackson e do seu vibrafone.
Estas personalidades contrastantes, vão-se cruzando em todo o disco, mas é em Django que têm o melhor encontro. A passagem do crescendo emocionante de Milton Jackson para o solo moderado de John Lewis é apenas uma obra-prima em circulação. Numa alegoria, é como a imagem de como, às vezes, na vida temos de abrandar e restringir os sentimentos, para experimentar a tristeza do evento final.
Neste álbum há também as notáveis "Vendome" e "Pyramid", a primeira pelos deliciosos contratempos, a segunda pelo prazer de ouvir os diálogos intensos entre o piano e o vibrafone. No entanto, a música do Modern Jazz Quartet tem uma limitação, é de um tipo único que nunca se poderá tornar um estilo, ou sequer uma tendência; nunca ninguem poderá imitá-los, infelizmente, MJQ representa um nicho sem descendentes. Ainda assim, o rigor formal da musica da banda de John Lewis, Milt Jackson, Percy Heath e Connie Kay, serve como ponto de referência para alargar o mundo da música jazz de tal forma que permite a sua aceitação em todos os lugares, incluindo conservatórios clássicos.
De facto este álbum é a demonstração de que o Modern Jazz Quartet é o grupo de Jazz mais coerente que sempre existiu, mais homogéneo e determinado de todo o jazz.
Músicos: John Lewis, piano; Milton Jackson, vibrafone; Percy Heath no contrabaixo; Connie Kay, bateria. Tracks: 1- Django; 2-Vendome; 3-pyramid
Estas personalidades contrastantes, vão-se cruzando em todo o disco, mas é em Django que têm o melhor encontro. A passagem do crescendo emocionante de Milton Jackson para o solo moderado de John Lewis é apenas uma obra-prima em circulação. Numa alegoria, é como a imagem de como, às vezes, na vida temos de abrandar e restringir os sentimentos, para experimentar a tristeza do evento final.
Neste álbum há também as notáveis "Vendome" e "Pyramid", a primeira pelos deliciosos contratempos, a segunda pelo prazer de ouvir os diálogos intensos entre o piano e o vibrafone. No entanto, a música do Modern Jazz Quartet tem uma limitação, é de um tipo único que nunca se poderá tornar um estilo, ou sequer uma tendência; nunca ninguem poderá imitá-los, infelizmente, MJQ representa um nicho sem descendentes. Ainda assim, o rigor formal da musica da banda de John Lewis, Milt Jackson, Percy Heath e Connie Kay, serve como ponto de referência para alargar o mundo da música jazz de tal forma que permite a sua aceitação em todos os lugares, incluindo conservatórios clássicos.
De facto este álbum é a demonstração de que o Modern Jazz Quartet é o grupo de Jazz mais coerente que sempre existiu, mais homogéneo e determinado de todo o jazz.
Músicos: John Lewis, piano; Milton Jackson, vibrafone; Percy Heath no contrabaixo; Connie Kay, bateria. Tracks: 1- Django; 2-Vendome; 3-pyramid
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Os melhores álbuns - John Coltrane Quartet: My favorite Things
Disco gravado no inicio de 1960, que é por sinal o marco oficial da viragem que o jazz iria sofrer nos anos sessenta, com o Jazz modal. É um disco considerado pelos criticos, como fundamental para a história do Jazz.
Melódica, harmónica e ritmicamente é sinónimo de perfeição no Jazz. A improvizacão e os diálogos têm aqui um significado lógico e de imanente substãnçia melódica, advinda do continente negro, da civilização muçulmana, das culturas africanas.
A faixa com o título do album é uma versão de My Favorite Things do musical The Sound of Musica, da dupla Rodgers/Hammerstein. No documentário, O Mundo Segundo John Coltrane, o narrador Ed Wheeler observa: "Em 1960, Coltrane deixou Miles Davis e formou o seu próprio quarteto para explorar direcções ainda mais livres, juntamente com uma crescente influência indiana. Transformaram My Favorite things, a canção alegre e populista de The Sound of Music, numa dança oriental hipnótica dervixe.".
O clássico "Summertime" é a demonstração do famoso "sheets of sound", o novo estilo desenvolvido por Coltrane - estilo de improvização muito particular constítuido por um fraseado denso e uma escalada de notas em rápida sucessão -, em oposição à melancolia e lirismo de Miles no seu "Summertime", do álbum de 1958, "Porgy and Bess". É o primeiro registo de John Coltrane para a Atlantic Records, e o primeiro em que entra em cena o famoso quarteto com McCoy Tyner no piano, Elvin Jones na bateria e Steve Davis no contrabaixo
.
Musicas
My Favorite Things (Richard Rodgers) - 13:41, Everytime We Say Goodbye (Cole Porter) - 5:39, Summertime (George Gershwin) - 11:31, But Not For Me (George Gershwin) - 9:35
Melódica, harmónica e ritmicamente é sinónimo de perfeição no Jazz. A improvizacão e os diálogos têm aqui um significado lógico e de imanente substãnçia melódica, advinda do continente negro, da civilização muçulmana, das culturas africanas.
A faixa com o título do album é uma versão de My Favorite Things do musical The Sound of Musica, da dupla Rodgers/Hammerstein. No documentário, O Mundo Segundo John Coltrane, o narrador Ed Wheeler observa: "Em 1960, Coltrane deixou Miles Davis e formou o seu próprio quarteto para explorar direcções ainda mais livres, juntamente com uma crescente influência indiana. Transformaram My Favorite things, a canção alegre e populista de The Sound of Music, numa dança oriental hipnótica dervixe.".
O clássico "Summertime" é a demonstração do famoso "sheets of sound", o novo estilo desenvolvido por Coltrane - estilo de improvização muito particular constítuido por um fraseado denso e uma escalada de notas em rápida sucessão -, em oposição à melancolia e lirismo de Miles no seu "Summertime", do álbum de 1958, "Porgy and Bess". É o primeiro registo de John Coltrane para a Atlantic Records, e o primeiro em que entra em cena o famoso quarteto com McCoy Tyner no piano, Elvin Jones na bateria e Steve Davis no contrabaixo
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Musicas
My Favorite Things (Richard Rodgers) - 13:41, Everytime We Say Goodbye (Cole Porter) - 5:39, Summertime (George Gershwin) - 11:31, But Not For Me (George Gershwin) - 9:35
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Os melhores álbuns - Charlie Parker at Massey Hall
Com Charlie Parker no sax alto, Dizzie Gillespie no trompete, Bud Powell no piano, Charlie Mingus no contrabaixo e Max Roach na bateria.
Marco historico e padrão qualitativo de todos os quintetos be-bop.
Há um parâmetro no jazz: quanto mais personalizadamente fortes sãos os musicos de um agrupamento, mais dificil se torna a reconciliação das linguagens ao nível do colectivo. Mas esta sessão, ao vivo em Toronto, no Massey Hall vem desmistificar a regra generalizada. Todos os momentos de solo deste disco são exuberantes, extrovertidos, tendo como catalizadores a acidez humoristica de Dizzie Gillespie, o intenso sentido ritmico de Roach, a angustia latente de Bud Powell e o espirito sinuoso e inovador do genio de Parker.
Neste disco, os musicos não vivem em paz, mas na euforia, não se reconciliam, antes pelo contrario são desleais e pérfidos na suas improvisações, obrigando-se a um constante alerta. Disco de emoções á flor da pele. Ironia mordaz. O mundo de Parker. Um dos melhores discos de sempre.
Musicas: Perdido (Juan Tizol, Hans Lengfelder, Ervin M. Drake), Salt Peanuts (Dizzy Gillespie, Kenny Clarke), All the Things You Are (Jerome Kern, Oscar Hammerstein II), 52nd Street Theme (Thelonious Monk), Wee (Allen's Alley) (Denzil Best) ,Hot House (Tadd Dameron), A Night in Tunisia (Gillespie, Frank Paparelli).
Musicas: Perdido (Juan Tizol, Hans Lengfelder, Ervin M. Drake), Salt Peanuts (Dizzy Gillespie, Kenny Clarke), All the Things You Are (Jerome Kern, Oscar Hammerstein II), 52nd Street Theme (Thelonious Monk), Wee (Allen's Alley) (Denzil Best) ,Hot House (Tadd Dameron), A Night in Tunisia (Gillespie, Frank Paparelli).
domingo, 1 de janeiro de 2012
Os melhores álbuns - Anthony Braxton: Saxophone Improvisations
Saxophone Improvisations Series F è um álbum a solo do saxofonista e compositor Anthony Braxton, gravado em 1972 para o selo françês America.
Embora as primeiras faixas soem um pouco a frustração e falhanço, o desempenho prolongado que compõe todo o segundo disco é uma das melhores coisas que Braxton produziu: uma demonstração de energia, de versatilidade, a manipulação de tom, e a lógica perversa musical que se destaca no álbum, transforma-o numa das melhores performances a solo da discografia jazz.
Disco Um: "BWC-12 N-48" - 5:00 "Nr-12-C (33M)" - 9:09 "Rfo-M° F (32)" - 6:54 "JMK-80 CFN-7" - 17:57
Disco Dois: "178-F4 312" - 2:20 "NBH-7C K7" - 5:26 "MMKF-6 (CN-72)" - 6:59 "(348-R) C-233" - 7:23 "104°-Kelvin M-12" - 19:01
Anthony Braxton – saxophone alto
Embora as primeiras faixas soem um pouco a frustração e falhanço, o desempenho prolongado que compõe todo o segundo disco é uma das melhores coisas que Braxton produziu: uma demonstração de energia, de versatilidade, a manipulação de tom, e a lógica perversa musical que se destaca no álbum, transforma-o numa das melhores performances a solo da discografia jazz.
Disco Um: "BWC-12 N-48" - 5:00 "Nr-12-C (33M)" - 9:09 "Rfo-M° F (32)" - 6:54 "JMK-80 CFN-7" - 17:57
Disco Dois: "178-F4 312" - 2:20 "NBH-7C K7" - 5:26 "MMKF-6 (CN-72)" - 6:59 "(348-R) C-233" - 7:23 "104°-Kelvin M-12" - 19:01
Anthony Braxton – saxophone alto
Os melhores álbuns - John Coltrane: A Love Supreme
John Coltrane, A Love Supreme, álbum gravado em New Jersey, 9 de Dezembro de 1964.
O disco é uma suite em quatro partes: Acknowledgement (que contem o famoso mantra que dá nome á suite), Resolution, Pursuance e Psalm. Foi concebido como um disco espiritual, representativo de uma busca pessoal de pureza por parte de Coltrane. A Love Supreme é habitualmente considerado um dos discos de jazz mais importantes da historia. Os elementos de liberdade harmónica reconhecíveis no disco indicam as transformações que iria sofrer a musica de Coltrane.
Will Downing lançou uma versão Rhythm & Blues do tema principal, com a colaboraçao da viuva de John, Alice Coltrane, em 1988. A suite aparece tambem em quatro pistas do álbum de 2002, Footsteps of our Fathers, de Branford Marsalis Quartet.
Temas: Parte 1: Acknowledgement – 7:90, Parte 2: Resolution – 7;15, Parte 3: Pursuance - 10:40, Parte 4: Psaalm - 7;03
Musicos John Coltrane – Saxo tenor, McCoy Tyner – piano, Jimmy Garrison – Contrabaixo, Elvin Jones – Bateria.
O disco é uma suite em quatro partes: Acknowledgement (que contem o famoso mantra que dá nome á suite), Resolution, Pursuance e Psalm. Foi concebido como um disco espiritual, representativo de uma busca pessoal de pureza por parte de Coltrane. A Love Supreme é habitualmente considerado um dos discos de jazz mais importantes da historia. Os elementos de liberdade harmónica reconhecíveis no disco indicam as transformações que iria sofrer a musica de Coltrane.
Will Downing lançou uma versão Rhythm & Blues do tema principal, com a colaboraçao da viuva de John, Alice Coltrane, em 1988. A suite aparece tambem em quatro pistas do álbum de 2002, Footsteps of our Fathers, de Branford Marsalis Quartet.
Temas: Parte 1: Acknowledgement – 7:90, Parte 2: Resolution – 7;15, Parte 3: Pursuance - 10:40, Parte 4: Psaalm - 7;03
Musicos John Coltrane – Saxo tenor, McCoy Tyner – piano, Jimmy Garrison – Contrabaixo, Elvin Jones – Bateria.
Os melhores albuns - Charles Mingus: The Black Saint And The Sinner Lady
Charles Mingus – The Black Saint and The Sinner Lady
May 28th, 2010, selo da Aapaz.
Álbum lançado em 20 de Janeiro de 1963, que foi o primeiro trabalho de Mingus para a gravadora Impulse. Este disco é uma verdadeira longa suíte, composta por seis partes dividas em 4 faixas. Para a sua gravação foi necessária uma grande banda, composta por 11 músicos: dois trompetes, três saxofones, trombone, tuba, guitarra, piano, baixo e bateria. Mingus sintetiza a sua ideia da obra nas extensas notas impressas neste disco: “Compus esta música para dançar e para ouvir. É a música autêntica com muitos dos meus significados. É o meu epitáfio vivo do nascimento até o dia em que ouvi falar pela primeira vez de Bird e Diz”. Aos apelidos jazzísticos entenda-se Bird e Diz por Charlie Parker e Dizzy Gillespie, respectivamente.
Músicos: Charles Mingus – Baixo e Piano Jerome Richardson – Saxofones Barítono e Soprano, Flauta Charlie Mariano – Sax Alto Dick Hafer – Sax Tenor Rolf Ericson – Trompete Richard Williams – Trompete Quentin Jackson – Trombone Don Butterfield – Tuba, Trombone Contrabaixo Jaki Byard – Piano Jay Berliner – Guitarra Acústica Dannie Richmond – Bateria
As faixas: Track A – Solo Dancer Track B – Duet Solo Dancers Track C – Group Dancers Mode D, E, F…
Álbum lançado em 20 de Janeiro de 1963, que foi o primeiro trabalho de Mingus para a gravadora Impulse. Este disco é uma verdadeira longa suíte, composta por seis partes dividas em 4 faixas. Para a sua gravação foi necessária uma grande banda, composta por 11 músicos: dois trompetes, três saxofones, trombone, tuba, guitarra, piano, baixo e bateria. Mingus sintetiza a sua ideia da obra nas extensas notas impressas neste disco: “Compus esta música para dançar e para ouvir. É a música autêntica com muitos dos meus significados. É o meu epitáfio vivo do nascimento até o dia em que ouvi falar pela primeira vez de Bird e Diz”. Aos apelidos jazzísticos entenda-se Bird e Diz por Charlie Parker e Dizzy Gillespie, respectivamente.
Músicos: Charles Mingus – Baixo e Piano Jerome Richardson – Saxofones Barítono e Soprano, Flauta Charlie Mariano – Sax Alto Dick Hafer – Sax Tenor Rolf Ericson – Trompete Richard Williams – Trompete Quentin Jackson – Trombone Don Butterfield – Tuba, Trombone Contrabaixo Jaki Byard – Piano Jay Berliner – Guitarra Acústica Dannie Richmond – Bateria
As faixas: Track A – Solo Dancer Track B – Duet Solo Dancers Track C – Group Dancers Mode D, E, F…
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