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domingo, 22 de janeiro de 2012

Ella Fitzgerald e Joe Pass.

Ella Fitzgerald e Joe Pass uniram-se em 1973, e ao longo de 13 anos gravaram quatro álbuns de estudio juntos, e a sua gravadora lançaria uma série de gravações ao vivo. Ella foi considerada um dos maiores ícones da musicas jazz, e vendeu dezenas de milhões de álbuns ao longo da sua carreira. Joe Pass, falecido em 1994, é por vezes um musico esquecido, mas o seu uso inovador na mudança de acordes e de fraseado influenciaria toda uma geração de guitarristas de jazz. Easy Living, lançado em 1986, foi o seu último álbum de estúdio juntos. Por esta altura já tinham estabelecido um fácil e proveitoso relacionamento musical, que se nota na admirável forma como Joe Pass seguiria, sem esforço, os vocais de Ella. A habilidade da cantora para mudar de tom e até mesmo as letras das musicas, e a capacidade de Pass, não só para segui-la, mas também para proporcionar o necessário apoio e equilíbrio instrumental demonstra bem a qualidade deste relacionamento. O material consiste em clássicos pop do Great American Songbook, e alguns standards jazz, algo similar á maioria dos álbuns de Ella Fitzgerald. Foi a primeira vez que ela gravou "My Ship", da dupla Gershwin e Weill. Uma boa canção que permite a Pass experimentar vários sons, não interferindo com as vocalizações de Fitzgerald. "My Man" é uma canção de Billie Holiday, escrita nos anos 20, onde se nota a capacidade inventiva de Ella para dobrar as letras e as frase para caber no seu estilo, com Pass seguindo logo atrás. Das numerosas vezes que Ella Fitzgerald gravou "Moonlight in Vermont", a contida neste disco é única e uma das mais satisfatórias. Mas talvez onde se note mais a interacção entre Ella e Pass, seja na "On Green Dolphin street" gravada com viola e voz, demonstração do poder coesivo destes dois musicos. Uma das combinações únicas da musica Jazz.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Os grandes momentos do Jazz (10)

Sessão de estúdio gravada por uma televisão alemã, onde Ella Fitzgerald mostra toda a sua arte vocal:  swingar a fazer scat desta forma, só estava ao alcance de quem possuía uma orquestra na garganta. Impressionante.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Swing: a guitarra de Django Reinhardt

Django Reinhardt, Liberchies, 23 de janeiro de 1910 — Paris, 16 de maio de 1953. O mais influente guitarristade todos os tempos

. Um dos musicos mais importantes de todo o jazz foi Django Reinhardt, cigano, nascido na Bélgica. O seu jazz influenciou toda uma concepção sonora desta forma musical e nenhum guitarrista se pode eximir da sua sua influência e criatividade. Pertencente a uma cultura tribal e marginalizada, os ciganos europeus, percorreu na sua infância o norte de Africa, cuja ideologia e musica oral são bem patentes no Jazz, e rapidamente absorveu o espírito da improvização jazzística. Possuidor de uma técnica incomparável, com acordes típicos da musica árabe e do flamengo, era um melodícista incomparável e foi tambem um compositor prolífero, embora não sabendo ler musica, era Stephane Grappelli quem transcrevia as sua criações e se preocupava com as composições orquestrais. Em 2 de novembro de 1928, após um incêndio, perdeu a mobilidade de dois dedos da mão esquerda, o que o forçou a desenvolver uma técnica própria utilizando os dedos anelar e mínimo para tocar apenas e os outros para realizar solos. Foi o fundador do célebre Quintette du Hot Club de France juntamente com Louis vola no baixo, o violinista Stéphane Grappelli, e o seu irmão Joseph Reinhardt e Roger Chaput nas guitarras. O conceito guitarra solo e guitarra com ritmo de apoio nasceram com este quinteto
. São ínumeros os musicos que têm expressado admiração por Django, incluindo o guitarrista Jimmy McCulloch, ou o guitarrista clássico Julian Bream, ou Chet Atkins, que colocou Reinhardt na lista dos dez guitarristas mais influentes do século 20. Outros musicos que dizem ter sofrido a sua influência são Carlos Santana, BB King, Jerry Garcia, Tony Iommi dos Black Sabbath, Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Derek Trucks, Mark Knopfler, Les Paul, Joe Pass, Peter Frampton, Jeff Beck, e claro, Charlie Christian e George Benson.
Em 16 de maio de 1953, quando vinha da estação de comboio em Avon, desmaiou devido a uma hemorragia cerebral. O médico levou muito tempo a chegar e Django foi declarado morto ao chegar ao hospital em Fontainebleau.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Standards do jazz: ALL THE THINGS YOU ARE

Musica composta por Jerome Kern para o musical da Broadway, Very Warm for May, em Novembro de 1939. Considerada por muitos musicos de jazz a mais perfeita das canções, é a gravação de Art Tatum que a dá a conhecer ao grande publico do jazz em 1940. Mas talvez seja a versão de Charlie Parker a mais famosa. A sua progressão de acordes tornou-a essencial para o movimento bebop, por isso não é surpreendente encontrar gravações definitivas da música vinda de gigantes do bop. O famoso concerto de Massey Hall 1953 ( Jazz at Massey Hall ) produziu uma versão clássica com Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Bud Powell, Charles Mingus e Max Roach. Enquanto isso, outra versão clássica vem de Thelonious Monk em colaboração com Milt Jackson e o vocalista bop Kenny "Pancho" Hagood. Ao longo dos anos muitas outras versões se tornaram famosíssimas, algumas delas de beleza espectacular, como a do pianista cubano Gonzalo Rubalcaba, com Charlie Haden e o baterista Paul Motian, a do eclético pianista Keith Jarret ou a revisitação da musica por Sonny Rollins em colaboração com Coleman Hawkins. Ou ainda a energética leitura de Johnny Griffin, com John Coltrane e Lee Morgan.