"...jazz é como um estilo que pode ser aplicado a qualquer tipo de canção." Jelly Roll Morton
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domingo, 15 de janeiro de 2012
Standards do Jazz: ROUND MIDNIGHT.
A composição do pianista Thelonious Monk carrega a grande distinção de ser o standard de jazz escrito por um musico com mais versões gravadas.
Monk escreveu Round Midnight, quando tinha apenas 18 anos. Oito anos depois, em 1944, outro grande pianista de jazz, Bud Powell, juntamente com Cootie Williams and His Orchestra gravou a canção. Segundo a versão mais badalada da história, Williams pouco ou nada modificou a composição. Em qualquer caso, compartilha o crédito da musica em termos de direitos autorais. Em 1949, Bernie Hanighen escreveu a letra e Jackie Paris foi a primeira a vocalizá-la.
O grande ponto de viragem para o conhecimento de Round Midnight para o publico em geral, foi o desempenho de Miles Davis no Festival de Jazz de Newport em 1955, tocando a musica e obtendo enorme sucesso, um crítico chegou a chamá-la de "Hino Nacional de Jazz".
É uma balada "after-hours", de tons quase palpáveis, que consegue soar nova e original, década após década. Bernie Hanighen escreveu a letra pungente sobre um caso de amor e a tristeza daí resultante.
Para além da versão assombrosa de Miles Davis, tanto com Charlie Parker como com John Coltrane, é de ouvir o tratamento reverencial e soulful que Barry Harris, um dos intérpretes mais proeminentes da música de Monk, lhe oferece no álbum Chasin' the Bird, de 1996. Ou o sax alto, apaixonado e nervoso de Eric Dolphy no disco de George Russell, Ezz-Thetics de 1996. Entre as melhores vocalizações da musica, está a forma soulfully e acrobática da interpretação de Sarah Vaughan, a qualidade nebulosa de June Christy, ou o sentido básico, mas moderno, incutido por Jessica Williams, no álbum The Real Deal de 2004.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Porque a Jamaica não é só Reggae.
Durante uma carreira de cinco décadas, o pianista Monty Alexander construiu uma reputação lendária, explorando e preenchendo os mundos do jazz americano, a canção popular, e a música de sua Jamaica natal, encontrando em cada um, um sincero espírito de expressão musical. Explorando as profundezas de toda esta rica diversidade musical e cultural.
Neste processo, apresentou-se e gravou com artistas de todos os cantos do universo musical e do mundo do entretenimento: Frank Sinatra, Tony Bennett, Ray Brown, Dizzy Gillespie, Sonny Rollins, Clark Terry, Quincy Jones, Ernest Ranglin, Barbara Hendricks, Bill Cosby, Bobby McFerrin, Sly Dunbar e Robbie Shakespeare, e muitos, muitos outros. Nascido a 6 de junho de 1944 (Dia D) em Kingston, Jamaica, Monty teve as suas primeiras lições de piano aos seis anos, embora seja em grande parte autodidata. Em 1961 foi para os Estados Unidos e, em menos de dois anos, estava a actuar no Jilly Club, acompanhando Frank Sinatra e outros. Conhece o vibrafonista Milt Jackson, do Modern Jazz Quartet. que o contrata e, finalmente, apresenta-o a Charlie Parker e ao lendário baixista Ray Brown. Alexander gravou e tocou com os dois gigantes do jazz em muitas ocasiões. Entre os maiores entusiastas da sua forma de tocar estão as grandes luminárias do jazz da altura, nem mais nem menos que Duke Ellington, Count Basie e Miles Davis. Por estes dias, Alexander mantém uma activa agenda de shows em clubes de jazz mais íntimo, ou em salas de concertos e festivais de jazz, ao redor do globo. Suas colaborações abrangem vários gêneros, estilos e gerações. Seus projectos têm sido variadíssimos: foi parte importante no álbum Unforgettable de Natalie Cole, dedicado a seu pai, Nat King Cole (o álbum recebeu sete prémios Grammy); sob a direcção de Bobby McFerrin tocou Rhapsody in Blue, de Gershwin, no Festival de Verbier, na Suíça : gravou várias faixas de piano para a para a trilha sonora do aclamadissimo Bird de Clint Eastwood, um filme sobre a vida de Charlie Parker. Em agosto de 2000, o governo jamaicano concedeu a Monty Alexander o título de Comandante da Ordem de Distinção por serviços relevantes para a Jamaica como um embaixador da música mundial. Foi listado por Hal Leonard em seu livro, "Os Cinqüenta Maiores Pianistas de Jazz de todos os tempos" como o numero cinco. O seu desempenho em 1976 no Festival Jazz de Montreux (Suíça), com o baterista Jeff Hamilton e o baixista John Clayton tornou-se uma das mais célebres gravações ao vivo do jazz contemporâneo. No Verão de 2005 gravou no Tuff Gong Studio em Kingston, um set de doze composições de Bob Marley, reinterpretados ao piano com arranjos seus. A união resultante destas duas perspectivas musicais pode ouvir-se em Concrete Jungle: álbum que mergulha a fundo na lenda Marley e reúne os dois maiores tesouros de Monty Alexander definindo a própria essênçia do seu ofício, a musica das suas origens, explanada em bob Marley, e a sua forma de viver, o tocar Jaz.
z.
Neste processo, apresentou-se e gravou com artistas de todos os cantos do universo musical e do mundo do entretenimento: Frank Sinatra, Tony Bennett, Ray Brown, Dizzy Gillespie, Sonny Rollins, Clark Terry, Quincy Jones, Ernest Ranglin, Barbara Hendricks, Bill Cosby, Bobby McFerrin, Sly Dunbar e Robbie Shakespeare, e muitos, muitos outros. Nascido a 6 de junho de 1944 (Dia D) em Kingston, Jamaica, Monty teve as suas primeiras lições de piano aos seis anos, embora seja em grande parte autodidata. Em 1961 foi para os Estados Unidos e, em menos de dois anos, estava a actuar no Jilly Club, acompanhando Frank Sinatra e outros. Conhece o vibrafonista Milt Jackson, do Modern Jazz Quartet. que o contrata e, finalmente, apresenta-o a Charlie Parker e ao lendário baixista Ray Brown. Alexander gravou e tocou com os dois gigantes do jazz em muitas ocasiões. Entre os maiores entusiastas da sua forma de tocar estão as grandes luminárias do jazz da altura, nem mais nem menos que Duke Ellington, Count Basie e Miles Davis. Por estes dias, Alexander mantém uma activa agenda de shows em clubes de jazz mais íntimo, ou em salas de concertos e festivais de jazz, ao redor do globo. Suas colaborações abrangem vários gêneros, estilos e gerações. Seus projectos têm sido variadíssimos: foi parte importante no álbum Unforgettable de Natalie Cole, dedicado a seu pai, Nat King Cole (o álbum recebeu sete prémios Grammy); sob a direcção de Bobby McFerrin tocou Rhapsody in Blue, de Gershwin, no Festival de Verbier, na Suíça : gravou várias faixas de piano para a para a trilha sonora do aclamadissimo Bird de Clint Eastwood, um filme sobre a vida de Charlie Parker. Em agosto de 2000, o governo jamaicano concedeu a Monty Alexander o título de Comandante da Ordem de Distinção por serviços relevantes para a Jamaica como um embaixador da música mundial. Foi listado por Hal Leonard em seu livro, "Os Cinqüenta Maiores Pianistas de Jazz de todos os tempos" como o numero cinco. O seu desempenho em 1976 no Festival Jazz de Montreux (Suíça), com o baterista Jeff Hamilton e o baixista John Clayton tornou-se uma das mais célebres gravações ao vivo do jazz contemporâneo. No Verão de 2005 gravou no Tuff Gong Studio em Kingston, um set de doze composições de Bob Marley, reinterpretados ao piano com arranjos seus. A união resultante destas duas perspectivas musicais pode ouvir-se em Concrete Jungle: álbum que mergulha a fundo na lenda Marley e reúne os dois maiores tesouros de Monty Alexander definindo a própria essênçia do seu ofício, a musica das suas origens, explanada em bob Marley, e a sua forma de viver, o tocar Jaz.
z.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Swing: Coleman Hawkins
Coleman Randolph Hawkins ((San José, 21 de novembro de 1904 - New York, 19 de maio de 1969), foi um músico norte-americano, o pai do sax tenor moderno.
Coleman 'Bean' Hawkins é uma figura notável na história do jazz. Aprendeu piano aos cinco anos, ensinado pela mãe. Estudou violoncelo e, aos nove anos, ganhou o primeiro sax-tenor.
Em 1923, aos 16 anos, Bean chegou a Nova York para acompanhar a cantora de blues Mamie Smith. De 1923 a 1934 tocou na mãe de todas as big bands, a Fletcher Henderson Orchestra. Em seguida foi para a Europa, e ao voltar para os EUA, em 1939, gravou "Body and Soul", um dos seus maiores sucessos. Tocou com quase todos os grandes músicos do bebop, e também participou do Jazz At The Philarmonic de Norman Granz. Chegou a experimentar fazer gravações como solista sem acompanhamento ('Picasso', de 1947). Nos anos 50 e 60 liderou diversos grupos pequenos, sempre rodeado de musicos de primeira água por quem era muito respeitado e admirado.
É considerado o pai do sax tenor moderno (papel que possivelmente divide com Lester Young). Na época em que Hawkins ingressou na cena musical, o sax tenor ainda era considerado basicamente um instrumento de acompanhamento, sendo pouco comum a sua utilização como solista. Mas Coleman não foi só um grande solista da era Swing, no sentido amplo do termo foi um grande solista moderno.
A carreira de Hawkins foi longa e produtiva: tendo começado a tocar mais ou menos na época em que foram feitas as primeiras gravações de jazz, prosseguiu durante a era do bebop e do swing, e chegou a testemunhar as vanguardas do final dos anos 60, evoluindo continuamente.
Hawinks possui uma sonoridade cheia e encorpada. Sabe tanto ser vibrante e intenso nos temas rápidos e dramáticos como meditativo e sereno nas baladas lentas. Miles Davis diria que aprendeu a tocar baladas ouvindo Hawkins: "É um grande improvisador! O seu discurso musical é um fluir consistente e incessante de idéias. A serenidade e o equilíbrio da música correspondiam às características do ser humano."
domingo, 1 de janeiro de 2012
Curiosidades do Jazz
De 1951 a 1954, Miles Davis já desfruta de um certo sucesso e de um crescente prestigio gravando para a editora Prestige.
Porém, em 1955 o musico assina contrato com a gigante Columbia Records e a sua carreira descola vertiginosamente, vindo a tornar-se num dos maiores nomes do jazz.
No entanto, o contrato com a Prestige contemplava a gravação de mais quatro álbuns de estúdio. Miles, sem qualquer tipo de problemas, junta os seus musicos e em apenas duas sessões em dois dias, grava os quatro álbuns por inteiro. Sendo a pressa inimiga da perfeição, poderia até parecer que não seriam discos de qualidade porém estes disco são Cookin’, Relaxin’, Workin’ e Steamin’, e estão entre os melhores do talentoso e inovador trompetista.
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