Ao longo da historia jazzistica, um punhado de cantores, nomeadamente Louis Armstrong, Billie Holiday, Sarah Vaughan, Billy Eckstine, Joe Williams, Ella Fitzgerald e Carmen McRae, elevaram o jazz cantado ao pico mais elevado das artes musicais.
Após esse naipe veio uma série de sólidas cantoras de jazz que continuaram essa tradição, nomeadamente a scatmaster Betty Carter, a suave Shirley Horn e a sempre inovadora Abbey Lincoln. Esta geração ia carregando a tocha do jazz, mas o seu desaparecimento, trouxe novas preocupações acerca da defesa do grande legado do jazz no periodo pós- Vaughan e pós-Fitzgerald.
Eis cinco das grandes cantoras que entre o publico e a crítica, dividem opiniões acerca de quem entre si merece o epíteto de Primeira Dama da Canção, título que esteve entregue a Ella Ftzgerald durante os longos e saudosos anos que esteve entre nós. Dee Dee Bridgewater, Rachelle Ferrell, Dianne Reeves, NNENNA Freelon e Cassandra Wilson.
As opiniões divergem sobre os méritos relativos dessas cantoras. Embora alguns puristas afirmem que Wilson, não é uma cantora jazz, no sentido mais restrito do termo, a verdade é que os fãs acreditam que é ela que enverga o manto de Primeira Dama do jazz.
A cantora/compositora NNENNA FREELON é uma talentosa artista e educadora que já é amplamente respeitada nos meandros do jazz. Vencedora de um Billie Holiday Award da prestigiosa Academic Du Jazz, pelo seu Shaking Free, e que também lhe valeu uma das cinco nomeações para os Grammy. Freelon abriu para Ray Charles e Al Jarreau, entre outros. Maya Angelou, diz que Freelon lembra uma "jovem Sarah ou Ella ou Dinah. A beleza duradoura de sua voz faz o ouvinte recordar-se de ter ouvido tão transparente talento, 35 e 40 e até 50 anos atrás".
Cassandra Wilson transcende qualquer categoria e desafia as convenções: "Eu não me defino, eu faço o que faço", disse ela. E se a aclamação do publico é um barómetro então o que ela faz, fá-lo muito bem. Com quase duas dezenas de álbuns a solo por trás dela, os críticos coroaram-na como uma das grandes vocalistas de jazz da sua geração. Embora não se defina apenas como uma cantora de jazz, Wilson reconhece a influência que o jazz tem desempenhado na sua carreira: "Naturalmente, a sensibilidade do jazz está lá. É a minha fundação. O meu pai era um músico de jazz e foi essa a primeira música a que eu estava exposta. Entretanto, eu escuto todos os tipos de música, R & B, folk, blues, tudo." A sua versão assombrosa de "Strange Fruit" de Billie Holiday, transporta um ouvinte para a era pré-Direitos Civis, quando as árvores do sul floresciam com os corpos dos negros linchados. Cassandra conta que a música foi particularmente difícil para ela cantar: "Mas as emoções são reais, as emoções trabalham na memória dos sentidos, as emoções trabalham em você espiritualmente.". Cassandra venceu dois Grammys, em 1996 o prémio para Melhor Performance Vocal de Jazz por "New Moon Daughter", e Melhor álbum Vocal de Jazz por Loverly em 2009.
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